Eleição na Câmara de Rio das Ostras vira caso de polícia

Desaparecimento de vereador gerou suspeita

Até às 17h da última terça-feira, 30 minutos antes do horário marcado para o início da sessão convocada para a eleição da nova composição da mesa diretora da Câmara de Vereadores de Rio das Ostras para o biênio 2015/2016, o vereador Robson Carlos de Oliveira Gomes, o Robinho, já tinha (incluindo o dele) os sete votos necessários para ser eleito presidente da Casa, derrotando o atual, Alzenir Pereira de Mello, o Nini, que conta com o apoio do prefeito Alcebíades Sabino. A eleição que já estava ameaçada, por conta de uma manobra do próprio Nini – que, embora a tivesse convocado, já pressentira a derrota e pretendia ganhar tempo – não aconteceu por outro motivo, o desaparecimento do vereador Gelson Miranda Apicelo (PDT), filho do vice-prefeito Gelson Apicelo.

Gelsinho, como o vereador é mais conhecido, havia passado os últimos dias reunido com Robinho e mais cinco vereadores, estava certo para votar na chapa de oposição, mas desapareceu quando deixou o grupo para ir em casa se arrumar para a sessão. Marcado por mistério, o desaparecimento virou caso de policia e, durante boa parte do dia de ontem o grupo oposicionista passou na Delegacia de Polícia da cidade, prestando depoimento.

Pressionado pelo pai e pelo próprio prefeito a votar pela permanência de Nini, Gelsinho teria ligado para um de seus pares momentos antes da sessão e comunicado que faltaria porque precisava socorrer a mãe, que teria passado mal depois de saber que pai e filho teriam discutido por causa das pressões de Sabino. Isso não havia se confirmado durante a noite de terça-feira e o desaparecimento de Gelsinho passou a ser atribuído a uma ação do grupo situacionista, para impedir que ele votasse contra a reeleição de Nini.

Formada por 13 vereadores, a Câmara de Rio das Ostras precisaria de quorum mínimo sete parlamentares para eleger o novo presidente. Se 12 deles estivessem presentes e seis votassem em Robinho, Nini sairia vencedor por ser mais velho que Robson. Com a ausência de Gelson o grupo da oposição preferiu não entrar em plenário, evitando assim que a eleição acontecesse.

A eleição da nova mesa diretora vai continuar sendo o assunto do dia até que realmente aconteça. A questão é de grande interesse do governo, pois o prefeito Alcebíades Sabino precisa reeleger Nini para conseguir manter o controle sobre o Poder Legislativo, onde tem conseguido fazer valer sua vontade.

 

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