Segredo sobre pagamentos é mais amplo em Guapimirim

O prefeito Marcos Aurélio já está sendo processado por isso

Valores transferidos para 11 fornecedores citados em ação de improbidade não estão no sistema da Prefeitura

Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público em ação de improbidade administrativa contra o prefeito Marcos Aurélio Dias e o ex-secretário de Saúde Eliel Ramos, a Prefeitura de Guapimirim comprou da empresa Status Rio Serviços (Posto Status), sem licitação, “combustível para abastecer cinco viaturas em quantidade suficiente para rodar 266.760 quilômetros”, mas os dados referentes aos pagamentos feitos por esse e outros muitos fornecimentos não estão disponíveis, na totalidade, no site da administração municipal. Aliás, das 11 empresas citadas na ação e sobre as quais a Promotoria solicitou informações, há, no site, lançamentos de pagamentos a apenas seis delas, mesmo assim, com valores muito aquém do efetivamente pago. É o caso por exemplo, da Carioca Medicamentos, que em 2013, segundo foi apurado, recebeu R$ 2.022.161,90, mas a única transferência registrada no sistema refere-se duas faturas – uma de R$ 9.724,00 e outra de R$ 29.500,00 – quitadas em junho deste ano, um total de R$ 39.224,00. A Prefeitura diz que não há irregularidades nos fornecimentos e pagamentos questionados pelo MP na ação, mas não explica o fato de as transferências totais não estarem no site da municipalidade.

Na ação, que já provocou o afastamento do prefeito, o Ministério Público pede informações sobre os contratos e pagamentos relativos às empresas Carioca Medicamentos, Status Rio Auto Serviços, G.B.Garcia Eletromóveis, Newdiag Produtos Médicos, Cruz Médica Produtos Médicos, Valepharma Distribuidora Hospitalar, Comércio de Gêneros Alimentícios Paraíso, Hawai 2010 Comercial, Kamed Medicamentos, Thickall Comercio de Acessórios e Shift 500 Comercio de Micros e Suprimentos, mas no site só estão alguns pagamentos às empresas Thick-all, Paraíso, Newdiag, Status Rio, Kademed e Carioca, com valores que, somados, não chegam a 10% dos cerca de R$ 5 milhões que, segundo estimativas, teriam sido efetivamente pagos às 11 empresas, que não figuram como rés no processo. 

O site mostra um pagamento em favor da Thick-all (R$ 1.310,92), três para a Nnewdiag (R$ 10.329,12, R$ 3.141,23 e R$ 55.488,57), dois a Comercio de Gêneros Alimentícios Paraíso (R$ 605,20 e R$ 203,00), sete para a Status Rio (R$ 2.400,00, R$ 0,20, R$ 27.098,69, R$ 21.462,48, R$ 4.721,97, R$ 3.172,87 e R$ 13.242,60), um em favor da Kademed (R$ 27.039,34) e um para a Carioca Medicamentos (R$ 39.224,00). O prefeito voltou a ser procurado ontem para falar sobre o assunto. Ele não se encontrava na Prefeitura e até o fechamento dessa matéria nenhuma informação fora passada.

 

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Comentários:

  1. Bom dia, Elizeu. O prefeito se esconde sempre. Não fala nada e sua suposta assessoria de imprensa só sabe fazer áudio e fotografia. Escrever uma nota é uma dificuldade muito grande para essa gente, principalmente se for para explicar o inexplicável.

  2. Enquanto as pessoas que fazem politica se preocupam com criticas a Brasilia , o Municipio pequenino de Guapimirim se atola na lama da corrupção e por onde andam os vereadores de Guapimirim que não falam nada , a justiça falha quando afasta um prefeito enquanto existe recurso para o retorno do mesmo , pois ele volta e a vida continua , o MP tinha que ir agora e exigir as respostas do mesmo e de seus pares pois o envolvimento não é só do prefeito.

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