Empurrando com a barriga

Prefeito de Silva Jardim nada informa sobre frota escolar

O prefeito de Silva Jardim, Anderson Alexandre ainda não mandou para a Câmara de Vereadores nenhum documento relativo a locação dos veículos que fazem o transporte escolar no município. A informação é do vereador Flávio Eduardo da Costa Brito, que, no mês passado, propôs a investigação do contrato, buscando saber quanto a Prefeitura está gastando com o serviço, onde e quando os motoristas foram preparados para transportar os estudantes da rede municipal de ensino e quem são os verdadeiros donos desses veículos. De acordo com o vereador a única coisa que chegou à Câmara foi um ofício, solicitando mais prazo para o envio dos documentos, o que torna o contrato ainda mais suspeito, pois a prestação de um serviço só pode ser iniciada depois que todo o processo burocrático tiver sido concluído e se a Prefeitura não tem como enviar esses documentos agora é porque não deverá dispor deles no momento.

Segundo o vereador, de acordo com denúncias por ele recebidas, existiriam várias irregularidades no transporte escolar, serviço que é feito por kombis particulares locadas através de uma empresa contratada pela Prefeitura. O pedido de informações foi aprovado pelo plenário no dia 17 de junho e Flavio justificou o requerimento com a informação de que as kombis estariam circulando sem tacógrafos e não estariam sendo fiscalizadas pela contratante. O vereador dissera ainda que a empresa contratada pela Prefeitura seria controlada por um cunhado do secretário de Planejamento, Matheus Rodrigues da Costa Neto, ex-vice-prefeito de Rio Bonito.

A equipe do elizeupires.com que constatou que até o dia 12 de junho – data do acidente com um ônibus escolar na cidade, matando dois alunos e ferindo outros 20 -, as kombis circulavam sem qualquer identificação de que estavam transportando estudantes. No dia seguinte três delas foram vistas na Rua Miguel Pereira, no centro da cidade, sendo plotadas com as faixas amarelas laterais exigidas por lei.

 

Nada de contrato e documentos

Conforme o elizeupires.com já noticiou, vários veículos da frota da Prefeitura de Silva Jardim se encontravam em situação irregular na época do acidente. Alguns, por falta de documentação, acabaram recolhidos a um depósito que o Detran mantém em Rio Bonito para guardar os veículos apreendidos nas ruas. O ônibus escolar que capotou na manhã do dia 12 de junho, por exemplo, também era para ter sido recolhido a esse depósito, pois sua licença estava vencida desde 2010. O seguro obrigatório desse veículo foi pago cerca de três horas após o acidente. O pagamento foi feito às 10h46min do dia 12, na agencia local do Banco do Brasil.

Além de estar sem o documento exigido por lei, esse ônibus estava sendo conduzido por um motorista não habilitado para esse tipo de transporte e que nem contrato tinha com a Prefeitura. Segundo informou na época uma fonte ligada ao governo, Carlos André Alves Nogueira Guimarães foi contratado no dia 4 de março por três meses, tendo o seu vínculo temporário terminado no dia 3 de junho, nove dias antes da tragédia.  Até o dia 12 de junho pelo menos outros seis motoristas lotados no transporte escolar estavam sem vinculo empregatício com a Prefeitura. São eles: Ademir Cardoso da Silva, Alan Robson dos Santos, Aldarez da Silva Carvalho, Aloizio Lacerda de Souza, Arnaldo de Araújo Capulot e Carlos Manuel Nunes da Silva.

 

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