Zona de Negócios de Casimiro de Abreu ficou só no papel

“Teremos um polo industrial com capacidade para 90 empresas. Será três vezes maior que a Zona Especial de Negócios, que opera hoje com 29 empresas em Rio das Ostras”, anunciou o prefeito há dois anos e três meses (Foto: Arquivo/14/2/2014)

Polo industrial abrigaria 90 empresas e geraria cinco mil empregos diretos

A pouco mais de seis meses do fim do seu mandato, o prefeito Antonio Marcos Lemos vai sair do cargo sem concluir o que pensou ser o maior feito da década para o desenvolvimento econômico do município de Casimiro de Abreu, uma zona de negócios que poderia gerar cerca de cinco mil empregos diretos e outros tantos indiretos, instalada em uma área de três milhões de metros quadrados com completa infraestrutura. “Teremos um polo industrial com capacidade para 90 empresas. Será três vezes maior que a Zona Especial de Negócios, que opera hoje com 29 empresas em Rio das Ostras”, disse o prefeito ao elizeupires.com no dia 14 de fevereiro de 2014. Hoje, dois anos e três meses depois nenhum passo efetivo foi dado nesse sentido e os jovens continuarão sendo obrigados a deixar a cidade em busca de trabalho. 

O projeto que livraria o município da dependência dos royalties do petróleo seria implantado nas margens da BR-101 e as obras de preparação deveriam ter começado no segundo semestre de 2014. “Será a autonomia financeira de nossa cidade. Vamos oferecer a área com completa infraestrutura para as empresas que firmarem com o município o compromisso de gerar aqui emprego e renda. Estamos apenas esperando concluir a desapropriação da área, o que acontecerá assim que recebermos o laudo para podermos efetuar o pagamento. Cumprida essa etapa estaremos enviando à Câmara de Vereadores o projeto de lei que instituirá a Zona Especial de Negócios de Casimiro de Abreu”, disse o prefeito à época.

O projeto da Zona Especial de Negócios de Casimiro de Abreu envolveu três secretarias trabalham: a de Meio Ambiente cuidaria do licenciamento, a de Obras da infraestrutura e a de Fazenda da legalização e do planejamento, mas nem mesmo a desapropriada por decreto emitido em novembro de 2013 pode-se dizer que foi concluída e paga.

 

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