Polícia Federal realiza operação em Magé: secretária de Saúde e dona de laboratório tiveram prisão temporária decretada

Cumprindo dois mandados de prisão temporária e sete busca e a apreensão, agente da Delegacia de Polícia Federal de Niterói fazem na manhã desta quinta-feira (24), no município de Magé, a Operação Garrote, no âmbito de um inquérito aberto para apurar a contratação de um laboratório de análises clínicas que seria ligado a um vereador. A secretária de Saúde Carine Tavares foi a primeira a ser detida. O outro mandato de prisão é contra a representante legal do laboratório. Os agentes estiveram nas sedes da Secretaria Municipal de Saúde e na Câmara de Vereadores.

A operação foi autorizada pelo juiz da 1ª Vara Federal Criminal do Rio, Ian Legay Vermelho, a partir de pedido da Polícia Federal, que abriu inquérito para apurar a contratação da empresa Cmelab Consultório Médico e Exames Laboratoriais, localizada em Mauá, que aparece no cadastro junto à Receita Federal como aberta em 23 de julho de 2013 e está registrada em nome de Alcimeri Pereira da Silva, também alvo de prisão temporária.

Surpresa –  De acordo com a Prefeitura, a administração municipal foi pega de surpresa, pois em nenhum momento foi notificada a falar no inquérito ou apresentar documentos relacionados ao processo administrativo aberto para contratar a empresa Cmelab.

A investigação cita supostos desvios de mais de R$ 9 milhões do Sistema Único de Saúde e as suspeitas são de dispensa ilegal de licitação, fraude em licitação, peculato, falsidade ideológica e organização criminosa.

A Prefeitura informou ainda que a Operação Garrote não teve como alvo nenhum outro membro do governo e que o prefeito Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão, não é citado no inquérito.

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