Além de ter os votos anulados prefeito de Itatiaia vai responder por abuso de poder econômico na campanha eleitoral

Dudu ganhou a eleição, mas teve a votação anulada

A coisa está feia para os lados do prefeito de Itatiaia, município do Sul do estado do Rio de Janeiro. Além da derrota essa semana no Superior Tribunal Eleitoral (TSE), que confirmou o indeferimento de sua candidatura e anulou sua votação, Eduardo Guedes, o Dudu, vai responder agora por abuso de poder econômico durante a campanha eleitoral, o que poderá lhe render, no mínimo, uma pena de oito anos de inelegibilidade.

Ação nesse sentido foi ajuizada pela 198ª Promotoria Eleitoral, que também está processando outros candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador no município. A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra Eduardo Guedes atinge ainda seu vice-prefeito, Sebastião Montovani, e o vereador Cristian de Carvalho Soares. As outras AIJEs  são contra Irineu Nogueira Coelho e Thiago do Nascimento Góes – que concorreram a prefeito e vice –, e para apurar captação ilícita de recursos para fins eleitorais contra o vereador eleito Joel de Melo.

Na primeira a ação de abuso de poder econômico José Carlos Candido – que ocupa cargo comissionado no gabinete do prefeito – é investigado por compra de votos. Depois das eleições o MP recebeu representações sobre tal delito, inclusive com vídeos nos quais José Carlos aparece, segundo o Ministério Público, “ostentando vultuosa quantia de dinheiro em espécie em frente a um local de votação”.

Em relação a Irineu e seu companheiro de chapa, a Promotoria aponta a distribuição de cinco mil exemplares de um jornal “para exclusivamente promover a candidatura de Irineu Coelho em período cuja normativa eleitoral vedava completamente atos de campanha política pagos”.

Quanto ao vereador eleito Joel de Melo a denúncia é de captação ilegal de recursos financeiros para a campannha. O Ministério Público sustenta que “foi identificado que uma doadora de sua campanha seria beneficiária do auxílio emergencial, sabidamente recebido por pessoas de menor renda”, e que “a doadora sequer tinha conhecimento da doação eleitoral, indicando que Joel lançou recibo de doação falso e captou ilicitamente recursos”.

*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria.

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