Magé: Fiscalização rigorosa contra concorrente de parentes do prefeito ignora empresa de ônibus que está cobrando R$ 0,40 a mais na tarifa

Apesar do aviso de ar-condicionado no parabrisa alguns ônibus circulam de janelas abertas e não é porque os passageiros prefiram o calor

Elizeu Pires

Detentora da concessão das linhas municipais de ônibus em Magé, a empresa Iluminada, do Grupo Trel, tem preços distintos em sua tarifa. Pelo que está definido, a passagem nos veículos com ar-condicionado é de R$ 3,90, e R$ 3,50 nos ônibus sem refrigerador de ar. Entretanto, reclamam usuários, com ar ou sem ar o preço cobrado está sendo o mais alto, sem que a Prefeitura – que tem jogando pesado contra uma escolar particular e um posto de revenda de combustíveis – tome qualquer providência.

O abuso da empresa está sendo questionado pelo vereador Álvaro Alencar, que pretende recorrer à Justiça se a Secretaria Municipal de Transportes não tomar as devidas providência. “Vou cobrar isso do prefeito. A gente observa ônibus circulando com as janelas abertas, o que não ocorreria se os equipamentos estivessem funcionando”, disse o parlamentar ao elizeupires.com.

Ação direcionada – Se opta pela omissão no caso dos ônibus da Iluminada, a fiscalização da Prefeitura tem extrapolado em algumas situações, levando até a judicialização de um caso que gerou revolta na cidade. O caso é o de uma escola particular instalada em Piabetá, que mesmo com toda documentação em dia foi proibida de funcionar pela administração municipal, que tem no comando o prefeito Renato Cozzolino, cuja família é dona do Centro Educacional Cozzolino, o maior colégio particular do município.

Outra situação esquisita envolve um posto de gasolina de bandeira Shell, instalado na Avenida Santos Dumont, em Piabetá, ao lado de um sem bandeira, controlado por um tio do prefeito. Com a Guarda Municipal e todo seu aparato a Prefeitura tentou impedir o funcionamento do posto. Como a documentação estava em dia os agentes foram orientados a multar os carros que eventualmente aguardassem o abastecimento em fila dupla, coisa comum em outro posto da família na localidade de Fragoso.

O mais estranho é que a birra é de parente para parente, uma vez que o Posto Shell é de propriedade de uma tia de Renato, uma “dissidente” que faz carreira solo nos negócios, se dissociando dos demais membros do clã.

*O espaço está aberto para manifestação da Prefeitura de Magé.

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