Magé pagou R$ 47,8 milhões por locação de máquinas e veículos pesados sem revelar o tamanho da frota e o valor da hora trabalhada

Só em 2019 a empresa recebeu mais de R$ 20 milhões, mas o que foi efetivamente pago?

Elizeu Pires

Quantas máquinas e caminhões alugados estão à disposição da Prefeitura de Magé, quem são os proprietários desses equipamentos, quanto custa cada hora trabalhada contratada junto à empresa Nolasco Construções Reformas e Instalações, que faturou R$ 47,8 milhões entre 2018 e 2020 (confira aqui), tem um saldo de R$ 4,4 milhões, e vai continuar prestando serviços na atual gestão?

Quem busca por essas respostas no Portal da Transparência dá de cara com o nada. O contrato e suas respectivas planilhas nunca estiveram disponibilizados no site oficial do município. Porém, uma representação nesse sentido deverá ser encaminhada nos próximos dias ao Ministério Público, para que o processo licitatório aberto em 2016 para esse objeto e os atos administrativos que resultaram nos pagamentos das faturas emitidas possam ser analisados, uma vez que a empresa não seria dona da totalidade da frota locada.

De acordo com uma fonte ligada à Prefeitura, a nova administração decidiu manter o contrato com a Nolasco, que tem como atividade econômica principal serviços especializados para construção, inclusive com pelo menos 15 novos equipamentos sendo agregados.

Embora não mostre uma ata de registro de preços com quantidade de equipamentos e valores,muito menos o contrato e suas planilhas, a Prefeitura pagou a Nolasco R$ 8.919.652,48 em 2018, R$ 20.453.023,63 no ano seguinte e R$ 18.513.396,22 em 2020, ficando R$ 4.488.072,08 de restos a pagar.

*O espaço está aberto para manifestação da Prefeitura de Magé.

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