Queimados: Falta de cobertura contratual para a mão de obra necessária no setor de Saúde faz moradores temerem por falta de profissionais

A Prefeitura de Queimados, na Baixada Fluminense, tem informado que o centro de triagem de pacientes de Covid-19 está funcionando normalmente. Meia verdade, pois a unidade teve os leitos retirados e não mais interna o que se encontrarem em estado grave. A Secretaria Municipal de Saúde quer se dedicar apenas a atenção primária, passando a batata mais quente para a UPA 24 horas, gerida pelo governo estadual, ou sobrecarregando a rede de Nova Iguaçu, como vem ocorrendo há vários anos.

Em outras palavras, o Hospital Geral de Nova Iguaçu, o Hospital da Posse, continuará recebendo pacientes graves de Queimados, porque o prefeito Glauco Kaizer acha muito caro manter o centro de triagem funcionando como antes. Mas não é só isso: moradores da cidade governada por ele já começam a reclamar dos serviços prestados no Hospital Maternidade Municipal, inaugurado em junho do ano passado, com a propalada capacidade de realizar 500 partos por mês. O contrato de gestão do HMMQ vai terminar daqui a 14 dias, e o que se teme é que os bebês queimadenses voltem a nascer na Maternidade Mariana Bulhões, também de Nova Iguaçu, se a Prefeitura de Queimados não renovar o instrumento contratual.

Nome de time de futebol – O Hospital Maternidade de Queimados foi entregue à gestão do Grêmio Esporte Clube, nome fantasia do Instituto Se Liga, sediado no município de São Gonçalo. De acordo com o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, a instituição tem como atividade principal “associações de defesa de direitos sociais”, mas também pode se dedicar ao ensino de esportes, dança, artes cênicas, além do treinamento em informática, atendimento em pronto-socorro e unidades hospitalares, serviços de remoção de pacientes e atividade médica ambulatorial, entre várias outras atividades, mas, pelas reclamações de moradores, estaria deixando a desejar em relação ao objeto do contrato 050/2020 , firmado no dia 26 de março de 2020 com Prefeitura,  com valor global de R$ 19.980.000,00 por ano, R$ 1,665 milhão mensais.

Pelo que está no sistema que registras as despesas pagas pela Prefeitura, os últimos pagamentos feitos pela administração municipal ao Instituto Se Liga ocorreram em janeiro. Foi um total e cinco transferências nos valores de R$ 337.536,00, R$ 536.686,00, R$ 150 mil, R$ 543.768,00  e R$ 280 mil, uma soma de R$ 1,8 milhão.

*O espaço está aberto para manifestação da Prefeitura de Queimados.

Matéria relacionada:

Instituição social tipo “faz de tudo” vai receber quase R$ 20 milhões para administrar unidade de Saúde em Queimados

Envie seu comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.