Prefeitura de Casimiro de Abreu não revela no que deu a apuração do aluguel de guarda-chuvas locados por R$ 201

● Elizeu Pires

Ramon prometeu uma sindicância para apurar se houve irregularidade na licitação, mas parece ter esquecido o assunto

O “faço e aconteço” esbravejado em janeiro pelo prefeito de Casimiro de Abreu por conta do escândalo do aluguel de guarda-chuvas ao custo unitário de R$ 201, ao que parece, não deu em nada. Quando o assunto caiu na mídia Ranon Gidalte disse que determinaria uma varredura no processo licitatório para contratar a decoração natalina da cidade, e que suspenderia o pagamento. Passados mais de três meses ninguém no  que deu a tal sindicância prometida por ele, já que a administração municipal vem fazendo segredo sobre isso.

O que se sabe – é fato e ninguém no governo ou fora dele pode dizer o contrário – é que entre os itens locados para a decoração estavam 400 guarda-chuvas vermelhos, cujo aluguel foi feito por R$ 80.400,00.

Aparentemente querendo livrar a própria cara, o prefeito, na primeira semana de janeiro declarou nas redes sociais que iria abrir sindicância para verificar se houve irregularidades na contratação da empresa FJR Contildes para alugar, montar e desmontar os itens que compuseram a decoração de Natal no município. Segundo ele, se tiver havido coisa errada os responsáveis pelo processo licitatório terão de responder por isso, mas Ramon Gidalte nunca mais tocou no assunto.

Conforme o elizeupires.com já havia revelado, o contrato da decoração natalina foi firmado no valor global de R$ 584.064,00, sendo R$ 80.400,00 só para os guarda-chuvas. Uma simples consulta no mercado é suficiente para apontar que um modelo de primeira linha pode ser comprado por menos de R$ 80, independente da cor, preço praticado no varejo. A Prefeitura, entretanto, optou por pagar R$ 201 por cada uma das 400 unidades alugadas e penduradas em logradouros públicos pela FJR Contildes.

*O espaço está aberto para manifestação da Prefeitura de Casimiro de Abreu.

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