OAB vai à Justiça para libertar advogado de Macaé

Criminalista é acusado de roubar dois celulares, mas a história está soando estranha

A Ordem dos Advogados do Brasil vai impetrar nesta terça-feira um habeas corpus em favor do advogado Marino Victer Dias Junior, que na ultima quinta-feira, com base em um relato no mínimo esquisito, por parte de dois jovens que se disseram vítima de assalto, foi preso preventivamente em Macaé e levado para uma casa de custódia em Campos. Ontem o presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB-RJ, Luciano Bandeira (foto), deferiu pedido de assistência a Marino e vai pedir para ele o direito a “sala de estado maior”, visando assegurar o direito de ele ficar uma sala em separado, o que é garantido aos advogados por lei federal. A prisão de Marino causou comoção na cidade, pelo fato de a Justiça decretá-la, segundo entendimento de especialistas em Direito Penal, “sem substância probatória”, com base em uma história que está sendo vista como “mal contada”.

Ontem, ao despachar pela assistência ao advogado preso, Luciano Bandeira afirmou: “Causa estranheza que o assistido tenha sido preso preventivamente pelo crime de roubo, diante do parco arcabouço probatório apresentado em sede policial e da própria natureza do crime, aparentemente incompatível com a vida pregressa pessoal e profissional do advogado”.

A prisão de Marino foi provocada por uma história narrada na 123ª Delegacia Policial por Ronni Petter Carvalho da Silva e Wemerson Gonçalves. Eles disseram que no dia 14 de novembro do ano passado foram assaltados por um homem que usava uma motocicleta vermelha, vestia terno e usava capacete. Contaram que foram rendidos e tiveram de entregar dois aparelhos de telefone celular ao assaltante, que teria mostrado estar armado.

No registro da ocorrência, o que só foi feito no dia 11 do mês seguinte, Roni disse que dias depois do assalto o suposto assaltante chamou suas vítimas para ajudá-lo a fazer sua mudança de uma residência para outra, história confirmada por uma testemunha identificada como Ozeias. Segundo Roni, ele a testemunha viram a arma do crime na casa de Marino e este ainda confessou ter sido ele o homem que os assaltou. Estranho também vem sido visto o reconhecimento feito pelas vítimas, que identificaram o advogado através de uma fotografia, por dois detalhes: o uso do terno e as sobrancelhas grossas, mas antes disso afirmaram que o suposto bandido estava usando capacete.

 

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