Classificada atualmente como precária, coleta de lixo em Queimados poderá custar mais de R$ 40 milhões a partir deste ano

● Elizeu Pires

Quando, em janeiro de 2021, o prefeito Glauco Kaizer assumiu o mandato no município de Queimados, na Baixada Fluminense, o contrato da Prefeitura para a coleta de lixo, firmado com a empresa Força Ambiental, representava uma despesa mensal de R$ 1.366.244,56. Com um termo aditivo passou para R$ 1.534.389,80 em novembro daquele ano, subiu para R$ 1.811.643,30 em novembro de 2023 e, atualmente, está em R$ 2.077.842,10 mensais.

Porém, mais dinheiro, na opinião de contribuintes locais, não contribui para melhora na prestação do serviço. Muito pelo contrário, pois moradores da cidade passaram a reclamar de que algumas ruas chegaram a ficar, em determinado período, até 15 dias sem o recolhimento dos resíduos, o que não impediu que, o prefeito esticasse o contrato por mais seis meses, através de um ato emergencial, ao custo R$ 12.467.052,63, homologado em novembro do ano passado, acrescentando R$ 266.198,80 mensais na conta de R$ 1.811.643,30 mensal que a Força Ambiental recebia.

Se o valor atual do contrato já é considerado “muito alto” por alguns observadores locais, o custo do serviço deve disparar de vez este ano, podendo chegar a cerca de R$ 3,6 milhões por mês se for considerado o valor global estimado no edital do processo licitatório marcado para o dia 1º de fevereiro.

Com a licitação anterior caducada, não cabendo mais nenhum aditivo no contrato da Força Ambiental, a Prefeitura lançou a Concorrência Pública 13/2023, estimando o valor global em R$ 43.140.751,09 para 12 meses de prestação de serviços, que se prevalecer, corresponderá a um gasto mensal de R$ 3.595.062,59.

*O espaço está aberto para manifestação da Prefeitura de Queimados

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