Grupo ligado ao ex-deputado Paulo Melo estaria perto de assumir gestão do setor de saúde em Casimiro de Abreu

● Elizeu Pires

Apesar de condenado a 12 anos por corrupção, o ex-deputado ainda tem muito prestígio em algumas cidades

Nos ambientes do poder público municipal de Casimiro de Abreu uma informação que corre a boca pequena vem preocupando alguns colabores do prefeito Ramon Gidalte, e a preocupação principal estaria relacionada ao setor de saúde, que reúne uma das maiores fontes de recursos no orçamento aprovado para o exercício de 2022.

As atenções começam a ser despertadas para uma licitação que terá como objeto a gestão terceirizada do hospital da cidade e de algumas unidades menores. Porém, tanto quanto a escolha de uma nova Organização Social (OS), ou cooperativa de multiserviços – um contrato que pode chegar a cerca de R$ 60 milhões por ano -, vem causando inquietação a possível troca do comando da Secretaria Municipal de Saúde, setor que estaria na mira de pessoas do circulo de apoiadores do ex-deputado Paulo Melo, a quem o próprio prefeito é ligado.

O hoje prefeito de Casimiro Abreu foi assessor de Paulo Melo na Alerj

O que se teme hoje é que alguém do grupo do ex-deputado que foi condenado a 12 anos de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, venha mesmo assumir o controle da Secretaria de Saúde, para qual já haveria até um nome no bolso do colete do prefeito, colocado pelo ex-parlamentar.

Nos meios políticos locais comenta-se que o hoje prefeito teria gratidão pelo ex-deputado que o abrigou em seu gabinete na Assembleia Legislativa durante alguns anos. O hoje governante de Casimiro de Abreu foi nomeado pelo então presidente da Alerj, Jorge Picciani, em janeiro de 2009, a pedido de Melo, para atuar no gabinete desse.

A nomeação se deu através do ato administrativo E/MD/Nº 176/2009, publicado no Diário Oficial do dia 8 de janeiro daquele ano. Ramon Dias Gidalte foi nomeado para exercer o cargo comissionado de assessor do gabinete da Liderança do Governo, símbolo CCDAL – 4, com salário de cerca de R$ 6 mil à época.

*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria.

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