Professora de Nova Iguaçu lança livro na Bienal

Joicy Corrêa Araújo leva à reflexão a partir de um historinha infantil

A saga de uma borboletinha que se perdeu durante um passeio e foi parar em uma floresta diferente, onde encontrou uma florzinha e outros animais que passam por sérios problemas. Esta é a história contada no livro 'Somos Todos Coloridos', da professora Joicy Corrêa Araújo, 38 anos, da rede municipal de Nova Iguaçu, que está sendo lançado no maior evento literário do país, a Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Na tarde de quarta-feira (4), a professora participou de uma sessão de autógrafos no estande da Editora Chiado na Bienal. Mulher negra, Joicy aborda em seu livro temas como preconceito e discriminação. "Pensando nas pessoas que sofrem preconceitos, especialmente nas crianças, tentei buscar por meio de uma historinha, uma maneira que fosse de fácil compreensão do tema discriminação para ser trabalhada com os pequenos, de forma que eles entendam que todos somos diferentes e somos especiais, merecemos respeito e também precisamos respeitar os outros", explica a autora.

Somos tão felizes quanto optamos ser

Uma reflexão de Natal

"As pessoas são tão felizes quanto decidem ser". A frase do 16º presidente norte-americano, Abraham Lincoln, pode ser interpretada de várias maneiras, mas a mim diz, diretamente, que somos os únicos responsáveis por nossa felicidade. A felicidade habita a alma daquele que vive em paz consigo mesmo, do que luta as suas próprias batalhas; do que cai, levanta-se e continua caminhando em direção ao destino escolhido; do que vê o seu igual como igual, mesmo que esse possa parecer a alguém, de alguma forma, diferente... 

Um convite a reflexão

(Das deusas de nossas ruas)

Toda rua tem uma deusa. Pode não ser a mais bonita do bairro, mas, com certeza, daquele nosso universo particular - a rua onde crescemos em meio aos sonhos e uma realidade de brincadeiras -, é a mais bela. A deusa da minha rua tinha nome de santa, Clara. Estudávamos juntos, brincávamos juntos e juntos também sonhávamos, mas o tempo que possibilita a realização de sonhos é o mesmo que separa pessoas, fazendo-as dobrar outras esquinas e desaparecerem vida a fora...

“Somos do tamanho da nossa capacidade de lutar”

“O pessimista se queixa do vento, o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas” Há exatos três anos publiquei o texto abaixo em homenagem aos trabalhadores do Brasil inteiro. Voltei a ele hoje, pois duas das personagens citadas estão em situações diferentes. Broa já não mais lava carros no Edicar. Está com 20 anos, tem uma filha de seis meses e conseguiu um emprego muito melhor, no qual ganha pelo menos cinco vezes mais. Jomar deixou o Posto BR, pois conseguiu comprar um táxi. Ambos avançaram por seus esforços e determinação. A continuar assim irão muito mais longe, pois não há crise suficiente para derrubar aquele que sabe aonde quer chegar e insiste na caminhada, mesmo que a estrada seja de pedra. Afinal, como disse o teólogo inglês William George Ward há mais de 150 anos, “o pessimista se queixa do vento, o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas.”

 

Uma reflexão de ano novo

"...Porém, tudo muda: com o último alento podes de novo começar”, Berthold Brecht “Tudo muda. De novo começar podes, com o último alento. O que acontece, porém, fica acontecido: e a água que pões no vinho, não podes mais separar. Porém, tudo muda: com o último alento podes de novo começar.”

As palavras do dramaturgo, poeta e encenador alemão Eugen Berthold Friedrich Brecht nos diz diretamente que sempre há tempo para recomeçar. É fato que quando misturamos água ao vinho estragamos os dois, pois ambos ficam inservíveis. Pois é essa fusão infame que temos feito durante anos e anos, misturando água com tudo e fumaça tóxica com o ar. Separar não dá mais, mas podemos, como o último alento, deixar de fazê-la, para que possamos ter água e ar consumíveis.

Das deusas de nossas ruas

(Uma reflexão de domingo)

Toda rua tem uma deusa. Pode não ser a mais bonita do bairro, mas com certeza, daquele nosso universo particular - a rua onde crescemos em meio aos sonhos e uma realidade de brincadeiras -, é a mais bela. A deusa da minha rua tinha nome de santa, Clara. Estudávamos juntos, brincávamos juntos e juntos também sonhávamos, mas o tempo que possibilita a realização de sonhos é o mesmo que separa pessoas, fazendo-as dobrar outras esquinas e desaparecerem vida a fora...

Uma reflexão de domingo

“Ouvindo, ao longe, o teu magoado som, água corrente! eu me enterneço e tenho uma imensa vontade de ser bom...” Acordei tarde hoje. A matéria que entrou às 8h desse domingo e obteve 713 acessos diretos até agora, foi programada antes de eu ir para a cama, exausto por conta de um sábado inteiro de trabalho e de algumas horas de lazer à noite. O engraçado é que acordei com o soneto “Água corrente”, de Olegário Mariano, ecoando em minha alma. Não sei a razão disso, mas a última parte dessa obra, as linhas que abrem esse despretensioso texto, continua martelando aqui na minha cabeça e por isso quero compartilhar com vocês, convidando-os a uma reflexão, o poema escrito em 1917.