● Elizeu Pires

Dos R$ 360 milhões previstos este ano no orçamento da Prefeitura de Belford Roxo para o setor de saúde já tinha entrado para o Fundo Municipal de Saúde (FMS), até o 10 de junho, a soma de R$ 233,3 milhões, mas nem por isso, pelo que revelam as queixas dos usuários da rede, as coisas estão melhores por lá em se tratando das unidades administradas pela própria Secretaria de Saúde.
O quem vem “salvando a pátria” por lá são as unidades maiores, as que estão sob administração terceirizadas. A precariedade nos postos dos bairros periféricos tem sido alvo de reclamações há muito tempo, sem que providências sejam tomadas.
Os recursos para a rede municipal de saúde são, em sua maior parte, garantidos pelos governos feral e estadual. Do Fundo Nacional de Saúde (FNS), por exemplo, o município já recebeu este ano mais de R$ 150 milhões. Foram transferidos ao município nos primeiros cinco meses de 2026 R$ 1.846.312,00 para assistência farmacêutica, R$ 102.767.785,08 para atenção de média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar, R$ 44.998.468,24 para custear a atenção primária, R$ 5.774.944,13 para gestão do SUS e R$ 4.828.068,56 para vigilância em saúde.
Nos bairros periféricos usuários dos postos de atendimento tem se queixado até de banheiros quebrados.
*O espaço está aberto para manifestação da Prefeitura de Belford Roxo