Governo do Rio pretende comprar mais de 10 mil fuzis para suas polícias, mas e os que estão acautelados com deputados?

● Elizeu Pires

Arma apreendida na casa de Washington Reis em setembro de 2022 – Foto: Divulgação/PF

Esta semana a Polícia Federal apreendeu um fuzil 5.56 em um dos carros usados pelo ex-prefeito do Belford Roxo, Marcio Canella (União Brasil), que acabou preso por isto.

Em setembro de 2022 a PF encontrou arma do mesmo calibre na casa do ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB) e ficou por isto mesmo.

A arma apreendida no carro de Canella pertence à Polícia Militar, e estava acautelada no Detran, onde também estava lotado o policial responsável por ela, que em vez de estar trabalhado no órgão ao qual fora lotado, fazia a segurança do político.

Há quatro dias o governo estadual anunciou o investimento de R$ 70 milhões na aquisição de 10.610 fuzis para suas forças policiais.

Porém, ao que parece, as corporações teriam armas de sobra, já que muitos deputados tem fuzis à disposição para segurança pessoal, e há até um ex-deputado como tal regalia, sem falar nos giroscópios que estes nobres representantes do povo costumam usar em seus veículos blindados pagos pelos contribuintes.

O privilegiado chega no comando da Polícia Militar, conta uma história triste para justificar uma suposta ameaça e ganha o direito de ter um fuzil, arma que normalmente fica sob a responsabilidade de um policial, sempre um sargento, incorporado na segurança do tal político, algumas vezes desviado do órgão no qual consta como adido.

É preciso que o governo estadual esclareça quantos fuzis estão acautelados para proteger os deputados, quais os nomes deles e porque eles tem tal direito a armas e policiais a seu dispor.