Adversários da Família Reis foram bem acolhidos nas urnas
● Elizeu Pires

Quando, em março deste ano, o vereador de Duque de Caxias, Sergio Correa, o Serginho, deixou o MDB e o bloco de sustentação do prefeito Netinho Reis, vieram as retaliações, Mais que isto: o presidente estadual do partido, Washington Reis, fez esforço para lhe tirar o mandato e todo tipo de pressão política possível e imaginável. Melhor para Serginho, que ganhou espaço no PDT para concorrer a deputado estadual, e conseguiu o que não teria no MDB dos Reis.
Serginho fez dobra com o deputado federal Marcos Tavares, e ambos saíram vitoriosos, para tristeza de Washington, que se tornou ainda maior com uma outra vitória contra a qual torciam muito por lá: a do deputado estadual Marcello Dino, que muitos achavam que não renovaria o mandato, mas fez bonito nas urnas.
Números e insatisfação – Dos 69.438 votos que reelegeram Marcos Tavares, 43.876 vieram das urnas de Duque de Caxias.
Já Serginho, este somou 43.664, 39.155 em seu município. Marcelo Dino teve 57.982, sendo 35.283 votos em Caxias.
Nas eleições de 2024 Serginho foi reeleito com 24.734, tendo feito uma campanha de apoio à Família Reis, mas já no final de 2025 já não estava nada satisfeito, e um dos motivos de insatisfação, naquele momento, era o fechamento do Centro Esportivo Samucão, inaugurado em 2020 no bairro Parque Paulista, com direito a homenagem ao radialista Samuel Correa, pai do parlamentar.
O vereador entendeu o fechamento do ginásio como perseguição política.
*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria