Garotinho sai ainda menor do que entrou, avaliam observadores
● Elizeu Pires

O ex-governador Anthony Garotinho (foto) tem dito que está com a consciência tranquila. Isto, mesmo diante de toda confusão arrumada por sua decisão de renunciar ao recurso por meio do qual brigava para derrubar o indeferimento de sua candidatura, tomada um dia após o resultado do primeiro turno das eleições.
Ele, que havia ido até o final com uma campanha que não convencia a ninguém, já entrou no jogo conhecendo as regras e sabendo muito bem que tinha uma um processo transitado em julgado que lhe deixaria na condição de inelegibilidade na qual ficou, mais ainda assim continuou na campanha de rua e participando da propaganda gratuita de rádio e televisão.
Diante de tudo que ele sabia que viria acontecer com sua candidatura, já entrou pequeno na disputa, e saiu menor ainda, tanto pela quantidade de votos (274.411), quanto pela decisão de renunciar ao último recurso que havia impetrado para validar seu registro e a votação.
Goste ele ou não, o fato é que sua renúncia no processo beneficiou um lado. É como se ele estivesse escolhido ser uma espécie de apito final para encerrar um jogo do qual ele não estava nem com a inscrição legitimada para disputar.
Se isto o deixa de consciência tranquila também, na opinião de alguns observadores, o fez sair do processo eleitoral de 2026 ainda menor do que entrou.