● Elizeu Pires

Enquanto o projeto que autoriza mais de R$ 11 milhões em investimentos urgentes para a Saúde permanece parado, a população de Japeri segue prejudicada pela condução política do presidente da Câmara, Rogerinho RR. Como responsável pela pauta e pelo andamento regular das matérias, caberia a ele garantir seriedade e responsabilidade — mas o que ocorre é exatamente o contrário.
Desde março, a Prefeitura aguarda a votação da suplementação orçamentária. O regimento determina que o projeto seja levado ao plenário em até 45 dias, prazo amplamente descumprido. E há um ponto decisivo que não pode ser ignorado: quando Rogerinho RR finalmente colocou o projeto em primeira discussão, a oposição votou contra e rejeitou a suplementação, travando de imediato o avanço dos recursos.
Após a forte repercussão negativa nas redes sociais, esperava-se que a matéria fosse retomada em segunda discussão, permitindo ao plenário reconsiderar sua posição. No entanto, isso não aconteceu. O presidente simplesmente retirou o projeto da pauta e mantém a votação congelada até hoje, impedindo qualquer chance de liberação dos R$ 11 milhões destinados à Saúde.
E o cenário se agrava ainda mais: falta menos de um mês para o recesso legislativo, o que, mantida a atual postura da presidência, empurrará a votação para pelo menos fevereiro, deixando toda a estrutura de saúde do município à deriva durante esse período crítico.
O resultado dessa paralisia é evidente: serviços essenciais deixam de ser ampliados, atendimentos ficam comprometidos e milhares de moradores seguem dependendo de uma votação que não ocorre por escolha política da Mesa Diretora. Não há justificativa técnica ou regimental para essa omissão. Há, isso sim, uma decisão que trava recursos fundamentais.