● Elizeu Pires

Quem esteve na última sexta-feira (6), no templo da Assembleia de Deus de Piabetá, comandada pelo pastor Jorge Herculano, deparou com a presença de Jane Reis, pré-candidata a governadora na chapa encabeçada pelo prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes (PDB). Ela estava acompanhada de outra Jane, a Pereira, vereadora eleita pelo MDB de Magé, que já é apontada nos ambientes políticos locais como nome a ser indicado por Washington Reis – chefe do clã que governa Duque de Caxias – para eleições municipais de 2028.
Se Jane, a Pereira, aceitar mesmo ser candidata a prefeita, será uma candidatura legítima, pois ela é mageense e convive com a política desde criança. Seu pai, Ibiracy Pereira, foi várias vezes vereador, presidiu a Câmara Municipal, exerceu mandato de deputado estadual e chegou a governar a cidade por um certo período.
O problema estaria no interesse da família Reis por Magé, demonstrado desde 2020, quando Washington lançou Jane, a Reis, à Prefeitura, tendo ela ficado na sexta e última colocação, com 7.966 votos.
A visita das duas Janes ao templo evangélico ligou, na cabeça de alguns observadores, uma coisa a outra, e há quem veja o risco de Paes ser mal votado em Magé, pois a cidade é governada por um bem avaliado prefeito do PP, partido que está aliado ao PL em torno do pré-candidato a governador Douglas Ruas.
Quem vê riscos está levando em conta o fato de Renato Cozzolino ter sido reeleito em 2024 logo no primeiro turno com quase 90% dos votos apurados, e acreditam que a família Cozzolino não vai ficar de braços cruzados assistindo uma “invasão” ao território mageense.
*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria