● Elizeu Pires

Usuários da rede municipal de saúde de Belford Roxo, que buscam atendimento na unidade do bairro Santa Maria, reclamam que para usarem o sempre imundo banheiro do posto são obrigados a encher um balde com água, pois a descarga não funciona. Se queixam ainda de que as cadeiras para espera ficam em frente ao dito cujo, o que os obrigam a suportar o mau cheiro, isso sem falar da frequente falta de médicos.
A situação desagradável deveria ser motivo de vergonha para a gestão de um setor, que este ano, só do Fundo Nacional de Saúde (FNS), o município já recebeu este ano mais de R$ 107 milhões, mas parece que não, já que ninguém toma providência. E quem pensa que o abandono afeta só o posto de saúde do bairro Santa Maria, está redondamente enganado, pois o quadro encontrado nesta unidade, reclamam por lá, repete-se em outros postos de bairros periféricos.
Tanto descaso, há que se perguntar ao governo municipal o que o tanto ocupa secretário Eduardo Feital que não consegue resolver um simples problema de falta de manutenção nas unidades da rede, apesar do grande volume de recursos recebido por sua pasta.
De acordo com o sistema que registra as transferências financeiras feitas Fundo Nacional de Saúde, o Fundo Municipal recebeu entre 1º janeiro e 15 de abril o total líquido de R$ 107.488.793,86. Foram transferidos ao Fundo Municipal de Saúde no período R$ 1.477.049,60 para assistência farmacêutica; R$ 63.823.171,01 para atenção de média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar; R$ 35.302.138,17 para atenção primária; R$ 3.459.689,80 para gestão do SUS e R$ 3.426.745,28 para vigilância em saúde.
*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria
Matéria relacionada: