
A comemoração do Dia do Trabalhador em Nova Iguaçu teve como eixo central, neste 1º de maio, a mobilização pelo fim da escala 6×1, pauta que dominou tanto o ato político quanto as atividades festivas realizadas na Praça Santos Dumont, no Centro da cidade, em evento reuniu centenas de trabalhadores, lideranças sindicais e representantes de movimentos populares, reforçando o caráter coletivo da reivindicação por uma jornada de trabalho mais equilibrada e com mais qualidade de vida. A defesa da redução da jornada apareceu como consenso entre os participantes, sendo tratada como uma das principais bandeiras atuais do movimento trabalhista.
Entre os destaques da programação esteve a participação do ex-vice prefeito e ex-secretário de Habitação da cidade do Rio, Adilson Pires, que é pré-candidato a deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e um dos principais aliados de Eduardo Paes, pré-candidato ao governo do Rio. Adilson reforçou publicamente seu compromisso com a redução da jornada. Em seu discurso, ele destacou a relevância do momento e classificou a campanha pelo fim da escala 6×1 como uma das mais importantes para os trabalhadores nos últimos anos, associando a redução à melhoria das condições de vida, saúde e convivência familiar.
Também marcaram presença o ex-ministro da Ciência e Tecnologia Celso Pansera e o ex-vice-prefeito de Nova Iguaçu e representante do Sindicato dos Comerciários de Nova Iguaçu e Região, Carlos Ferreira, conhecido como Ferreirinha. Ambos reforçaram o apoio à mobilização e à construção de uma agenda que priorize os direitos dos trabalhadores na Baixada Fluminense.
Organizada pelo Comitê de Lutas Sindical e Popular da Baixada Fluminense, a celebração também teve caráter cultural e comunitário, com atividades como aulão de ginástica, apresentações de carimbó e capoeira, além de espaços voltados para crianças, saúde, gastronomia e artesanato. Ainda assim, o tom político da mobilização — centrado no fim da escala 6×1 — foi o grande fio condutor do encontro, consolidando o 1º de maio na região como um ato de reivindicação e engajamento social.