Apesar do discurso para fanáticos e da pose de leão de chácara feita por sua linha de frente, extremismo vai perdendo espaço e força no RJ

● Elizeu Pires

Os números das pesquisas de intenção de votos já divulgadas para o governo do Rio, aos olhos dos que analisam os levantamentos com os dois pés no chão, despidos de fanatismo ou ideologia, têm sido desencorajadores para o PL. Douglas Ruas, para quem entende do riscado, mesmo com sua postura moderada, só seria viável se o plano de Claudio Castro e companhia tivesse dado certo, e Ruas fosse para a disputa alicerçado no mandato-tampão.

Como as coisas não saíram como esperadas e tudo indica que não haverá eleição extra indireta, já teria aliado aceitando a ideia de que para derrotar Eduardo Paes (PSD) vai ser preciso muito mais que a irresponsabilidade nas redes sociais, que mal-encarado fazendo pose de segurança de boate e saindo quebrando placa por aí só porque o homenageado ou homenageada reza por cartilha diferente.

O que se percebe é que tem muita gente acordando para a realidade de que o discurso na base do “Deus, pátria e família” teria virado “conversa para boi dormir”, que gritos e atropelos não levam a nenhum lugar que valha a pena ir.

Ainda faltam cerca de cinco meses para as eleições, tem muita água para rolar sob a ponte e os ventos podem mudar, é claro. Mas continuar com o mesmo discurso e os mesmos métodos não agregará nada. O repeteco de palavras e gestos servirá apenas para segurar os fanáticos de sempre, que, a julgar pelos levantamentos dos institutos de pesquisa divulgados nos últimos dias, estariam em volume menor atualmente.