Magé: Profissionais de ensino inseridos no grupo de risco querem saber se ausência de decreto de calamidade pública é suficiente para lhes garantir um retorno seguro ao trabalho

Elizeu Pires

De acordo com o último boletim da Secretaria Estadual de Saúde, Magé é o quarto colocado entre os municípios da Baixada Fluminense em número de casos confirmados de covid-19, e o quinto em volume de óbitos causados pela doença. Segundo os dados, Magé registra 5.277 pessoas contaminadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia, e 288 mortes, mas por uma determinação da secretária de Educação da Cidade, Jamile Cozzolino, os profissionais da rede municipal de ensino devem voltar imediatamente ao trabalho, inclusive os que se encontram no grupo de risco, pelo fato de a situação de calamidade pública no município não ter sido prorrogada.

Diante disso, professores e pessoal de apoio querem saber se um decreto do prefeito tem autoridade sobre a doença. “Covid, você não pode afetar a mais ninguém em Magé porque o decreto municipal perdeu a validade e nós não vamos emitir outro”, brincou em mensagem encaminhada ontem (7) à noite ao elizeupires.com por uma professora bem humorada.

A ordem oi dada pela secretária às diretoras de escolas e creches da rede municipal. A justificativa para o retorno imediato explicitada na circular, é o fato de o decreto de calamidade publicada emitido em dezembro – mantendo a suspensão das aulas presenciais – não ter sido prorrogado pelo prefeito Renato Cozzolino Harb.

Segundo o boletim da Secretaria Estadual de Saúde, Belford Roxo tem 14.171 casos e 376 óbitos; Duque de Caxias 13.297 e 911 mortos, seguido de Nova Iguaçu (9.856 e 875), São João de Meriti (4.991 e 581), Itaguaí (3.266 e 166), Queimados (3.194 e 94), Guapimirim (2.954 e 89), Mesquita (2.128 e 220), Nilópolis (2.116 e 260), Paracambi (1.306 e 85), Seropédica (1.131 e 85), Japeri (693 e 47).

*O espaço está aberto para manifestação da Prefeitura de Magé.

Comentários:

  1. A professora bem humorada só esqueceu de falar que quem tem comorbidade foi solicitado via diretor escolar que tirasse licença, o que é uma prática absurda, contra lei e abusiva. Por parte da secretaria de educação , pelo que sei, não foi nada oficializado , porém colocaram a responsabilidade nas costas do diretores das escolas. Estes para não perderem o status e a gratificação obedecem sem verificar a legalidade da coisa.

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