Ameaça a ex-vereador gera novo pedido de prisão contra Cozzolino

Está é a segunda vez que o ex-prefeito Anderson Cozzolino tem prisão decretada pela Justiça a pedido do MP

Batata relatou ao Ministério Público ter sido ameaçado de morte para mudar depoimento em processo sob fraude em licitação envolvendo membros da família e empresa de locação de máquinas e caminhões

Ex-prefeito e ex-presidente da Câmara de Vereadores de Magé, Anderson Cozzolino, o Dinho, está sendo considerado foragido da Justiça mais uma vez. Ele teve prisão preventiva decretada ontem pelo juiz Felipe Carvalho Gonçalves da Silva, da Vara Criminal de Magé, em um novo processo impetrado pelo Ministério Público. Além de Dinho estão foragidos o também empresário Fabio Figueiredo Moraes, o Fabinho e o advogado Fernando Abrahão, o Marabá, ex-procurador da Câmara. Os três foram acusados pelo ex-vereador Genivaldo Ferreira Nogueira, o Batata, de tê-lo ameaçado de morte caso não mudasse o teor de depoimento no processo que resultou na Operação Terra Prometida, levada a efeito no dia 22 de janeiro deste ano, quando a Justiça decretou as prisões de Fábio, Dinho, da ex-deputada Jane Cozzolino – mãe do deputado estadual Renato Cozzolino Harb – e outros três acusados.

O novo processo é por constrangimento ilegal e ameaça de morte. Foi aberto a pedido do Ministério Público depois que o ex-vereador Batata relatou ter sido abordado por um homem armado e obrigado a embarcar em um carro branco, no qual já se encontravam Dinho, Fabio e Fernando Marabá. Genivaldo Ferreira Nogueira contou que Dinho – que também estaria portando uma arma de fogo – teria lhe oferecido dinheiro para mudar o depoimento prestado durante audiência realizada no Fórum de Magé na tarde do dia 31 de maio e avisado que caso não mudasse os termos da declaração poderia ser assassinado.

A operação Terra Prometida foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público no dia 22 de janeiro, fruto de denúncia apresentada em novembro de 2010 por Batata e Yacemir de Oliveira Fernandes, o Branco. Yacemir foi morto no dia 29 de dezembro daquele ano, pouco mais de um mês após ter revelado em depoimento ao MP que um processo de licitação teria sido montado em 2009 para favorecer a empresa FFM Terra, contratada na gestão do prefeito Rozan Gomes por R$ 22,4 milhões para locar máquinas e caminhões por um período de um ano.

*Matéria atualizada às 20h31 do dia 4 de junho de 2016

 

Comentários:

  1. Já pensaram no que pode acontecer se o ex-vereador Batata decidir fazer uma delação? Seria um barata-voa danada, um tremendo Deus-nos-acuda.

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