“Governo da moralidade” acha que não deve satisfação sobre seus gastos
● Elizeu Pires

O contrato para a compra de R$ 7,3 milhões em tablets que até ontem (14) não tinham sido entregues aos alunos da rede municipal de Educação continua sendo mantido em segredo, embora já tenha sido pago integralmente. A compra de 6.200 mil dispositivos foi feita sem licitação, homologada em 28 de dezembro e quitada dois dias depois. Além dessa despesa ainda mal explicada e que está sendo investigada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), um contrato que seria ainda mais caro chama também a atenção pela falta de transparência por parte da gestão do prefeito Glauco Kaizer, que parece achar que não tem de dar satisfações a ninguém sobre o gasto do dinheiro público.
No dia 29 de dezembro foi homologada a adesão de uma ata de registro de preços para aquisição de asfalto, com a Secretaria Municipal de Obras pegando carona em processo licitatório realizado pela Prefeitura de São João de Meriti. O extrato da adesão foi republicado em 12 de janeiro em favor da empresa Pavibras Pavimentadora Brasileira- que consta como sediada na Avenida Monte Castelo, 86, Jardim Gramacho, Duque de Caxias –, com a justificativa de correção de “erro material”, mas omitiu, a exemplo da publicação de dezembro, as mesmas informações necessárias ao controle social que é garantindo a todo e qualquer cidadão por força de lei.
Não dá para saber a quantidade de asfalto que a Prefeitura pretende adquirir, muito menos o valor a ser pago por cada tonelada a ser fornecida pela Pavibras, e o valor global da despesa, já que o sistema da administração municipal.
*O espaço está aberto para manifestação da Prefeitura de Queimados
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