Contratos irregulares prejudicam trabalhadores em Mesquita

Ex-prefeito contratou 140 pessoas em período eleitoral, o que é proibido por lei

Os contratados temporários que prestaram serviços ao município de Mesquita na gestão pasada vão ter que esperar um pouco mais para saberem quando irão receber os atrasados. É que todos os contratos são considerados irregulares por terem sido firmados no período eleitoral pelo ex-prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (foto), que abandonou a cidade logo depois das eleições e deixou todo o funcionalismo sem salário, optando por pagar apenas a alguns fornecedores.  Ao todo o ex-prefeito fez 140 contratações temporárias para o setor de Educação em um período em que isso não poderia mais acontecer. Os contratos tinham seis meses de validade, mas pelo menos dois meses não teriam sido efetivamente de trabalho. 

“Quero pagar a quem trabalhou, mas não posso fazer isso sem auditar primeiro, pois posso ser responsabilizado judicialmente. Tudo está sendo analisado e assim que a auditoria for concluída pagaremos o que for devido e legal”, afirma o prefeito Jorge Miranda.

Embora ainda exista essa pendência com os trabalhadores temporários, o município de Mesquita foi o que acertou de forma mais rápida as contas com os servidores, que no dia 15 de fevereiro receberam, de uma vez só, os valores atrasados referentes aos meses de novembro, dezembro e o décimo terceiro. “Quanto aos funcionários está tudo correto. Não há nada atrasado e os vencimentos dessa gestão estão sendo quitados em dia. Herdamos uma dívida enorme (cerca de R$ 140 milhões), mas estamos pondo a casa em ordem. Quanto aos contratados não posso fazer nada sem uma avaliação jurídica, pois, como já disse, essas contratações não poderiam ter sido feitas no período em que aconteceram”, concluiu Miranda.

 

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Comentários:

  1. Segundo o contrato feito entre a prefeitura de Mesquita e os contratados, a FUNDEB arcaria com o pagamento dos contratos. Onde foi parar o dinheiro da FUNDEB?
    Todas as atribuições do contrato foram realizadas pelo contratado. O governo de Mesquita não cumpriu com o dever de fazer o pagamento.
    Precisamos com urgência dos nossos salários. Respeito aos nossos direitos.

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