Valor máximo de imóveis sobe de R$ 500 mil para R$ 600 mil

Principal programa habitacional do país, o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) atingirá mais mutuários neste ano. O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou novas regras, com a ampliação dos limites de renda das famílias e dos valores máximos de financiamento de imóveis. As mudanças ainda dependem de publicação no Diário Oficial da União para entrarem em vigor.
Novas rendas – Os tetos de renda mensal foram atualizados em todas as faixas: Faixa 1: de R$ 2.850 para R$ 3.200; Faixa 2: de R$ 4.700 para R$ 5.000; Faixa 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600; Faixa 4: de R$ 12 mil para R$ 13 mil; Na Faixa 1, foi criada uma nova taxa de juros de 4,50% ao ano para famílias com renda entre R$ 2.850,01 e R$ 3.200, abaixo dos 4,75% anteriores.
Valores mais altos – Nas faixas 3 e 4, o limites de financiamento também foram ampliados: Faixa 3: de R$ 350 mil para R$ 400 mil (+14%); Faixa 4: de R$ 500 mil para R$ 600 mil (+20%).
Quem ganha – Segundo o governo, as mudanças devem ampliar o acesso ao programa: 87,5 mil famílias com juros menores; 31,3 mil novas famílias na Faixa 3; 8,2 mil famílias incluídas na Faixa 4.
Recursos extras – A ampliação contará com recursos do Fundo Social, com cerca de R$ 31 bilhões destinados ao programa. A previsão é que esse reforço comece a ser usado no segundo semestre.
Impacto – A equipe técnica estima impacto de: R$ 500 milhões em subsídios; R$ 3,6 bilhões em crédito habitacional.
O objetivo é facilitar o acesso à casa própria, especialmente para a classe média, diante dos juros elevados e da redução de recursos da poupança.
FGTS-Saúde – O conselho também aprovou a retomada do FGTS-Saúde, voltado a entidades filantrópicas que atendem ao Sistema Único de Saúde (SUS). As novas regras ampliam prazos: até 15 anos para reestruturação financeira de entidades; até 20 anos para compra de equipamentos; até 30 anos para crédito a obras de instalações de saúde.
A proposta teve resistência de representantes do setor privado, que criticaram o uso de recursos do FGTS para reestruturação de instituições. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) votou contra.
O Conselho Curador também aprovou a inclusão de mutuários no Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-Transporte).
(Via Agência Brasil)