‘Audácia’ de ter pago salários atrasados afasta o prefeito de Mesquita

Câmara quer Miranda pagando com mandato a audácia de quitar os atrasados dos servidores de uma vez só

Jorge Miranda vai recorrer para tentar recuperar o mandato ainda hoje

Por nove votos a favor, dois contrários e uma abstenção, a Câmara de Vereadores de Mesquita decidiu afastar do cargo o prefeito Jorge Miranda (PSDB), que, atendendo a um termo de ajuste de conduta e com respaldo judicial pegou emprestado pouco mais de R$ 14 milhões com o fundo de previdência municipal para pagar os salários de novembro, dezembro e o décimo terceiro dos servidores. Os vereadores entenderam que o prefeito deveria ter pedido autorização do Legislativo para poder usar o dinheiro. Miranda deverá recorrer à Justiça ainda hoje para tentar recuperar o cargo. Enquanto isso o município será governado pelo vice-prefeito Walter de Almeida Paixão (PROS).

O pagamento dos atrasados aos servidores efetivos foi feito no dia 15 de fevereiro e em maio a Câmara resolveu abrir uma comissão processante contra o prefeito, não por qualquer tipo de fraude ou denúncia de corrupção, mas pelo fato de ele ter conseguido um jeito de pagar todo o débito com o funcionalismo de uma vez só, usando dinheiro emprestado do Mesquita-Previ, depois de um acordo acompanhado pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública.

A acusação contra Jorge Miranda é de “infração político-administrativa” e foi lida no plenário da Câmara Municipal na sessão do dia 9 de maio, para em seguida der criada comissão processante. O empréstimo junto ao Mesquita-Previ gerou um crédito adicional de R$14.098.551,07 no orçamento, exatamente para pagar os atrasados do funcionalismo, o que os vereadores vêem como irregular.

 

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