Se o titular do governo renunciar para concorrer nas eleições deste ano a cadeira fica com o presidente da Câmara, e é ai que estaria o problema
● Elizeu Pires

De malas prontas para deixar o PP e ingressar no Democracia Cristã para disputar um cargo eletivo este ano, o prefeito de Magé, Renato Cozzolino Harb, está sendo aconselhado a não se lançar, a optar por continuar no mandato que terminará em 31 de dezembro de 2028. O prefeito mais bem votado de toda a história do município tem dito que é pré-candidato a governador, mas ninguém no universo da política maior estaria acreditando nesta candidatura.
O que dizem nos ambientes de poder é que o prefeito reeleito em 2024 com quase 90% dos votos, estaria mesmo é esperando um convite de Eduardo Paes para composição da chapa, hipótese descartada pelo entorno do prefeito do Rio, que já teria ungido o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, que deve deixar o PP para isto, possivelmente ingressando no Cidadania.
“Se eu fosse Renato não faria isto. Seria uma decisão não muito inteligente, já que sua irmã (a vice-prefeita Jamile Cozzolino), vai concorrer a deputada e não poderá se sentar na cadeira. Com isso o sucessor imediato seria o presidente da Câmara (Valdeck Ferreira), o que poderá não ser bom para os projetos políticos da família, pois não teria a confiança de todo o clã. Renato tem de tocar seu programa governo, até porque a receita do município vai ter um grande salto com a ampliação dos royalties do petróleo”, diz um peso pesado da política fluminense, ex-colega de Cozzolino no parlamento estadual.
*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria