● Elizeu Pires

Formada de 13 municípios e com um poder de fogo tremendo – são cerca de três milhões de eleitores, um colégio eleitoral maior que o de 11 estados brasileiros –, a Baixada Fluminense é isso tudo eleitoralmente falando, mas sempre foi vista de rabo de olho pelo prefeito do Rio e pré-candidato a governador do PSD, dizem por lá.
A percepção nos municípios que integram a região é de que Eduardo Paes e os membros do grupo dele, enfatizam os locais, sempre torceram o nariz para a Baixada, cujos eleitores também não os veem com bons olhos, uma situação que pode piorar, na opinião de alguns analistas, por conta do fisiologismo que atribuem ao ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB), agora melhor amigo de Paes.
Washington já tentou eleger prefeitos em algumas cidades da região. Em 2020 foi para as ruas contra a reeleição do prefeito de São João de Meriti (Dr. João) e contra a eleição de Fernanda Ontiveros, em Japeri; lançou a irmã em Magé, mas ela ficou na sexta e última colocação, com menos de oito mil votos. Em 2024 tentou atrapalhar Marcio Canella em Belford Roxo, trabalhando para tirar o MDB da aliança, chegou até indicar um candidato pela legenda, mas apanhou de novo.
“Daqui a pouco a ficha do Eduardo vai cair e ele pode descobrir que em vez de unir a Baixada Fluminense a seu favor piorou as coisas, pois nenhuma liderança importante da região quer acompanhar Washington nessa, porque quem é do meio conhece bem seu jeito de fazer política, sua mania de por os interesses pessoais em primeiro lugar e a mania de querer se meter na casa dos outros. Eleger a irmã vice-governadora teria muito a ver com a ‘República de Xerém’ e nada com a Baixada”, diz um observador mais atento.
*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria
Matérias relacionadas: