Prefeitura de Belford Roxo compra máscara para funcionários da Saúde em empresa de comunicação visual e material gráfico

Segundo consta do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, a Graphicsign Comunicação Visual tem como atividades econômicas a impressão de material "para outros usos", uso publicitário, edição de cadastros, listas e produtos gráficos. Mesmo assim a empresa foi escolhida por dispensa de licitação para fornecer máscaras de proteção facial aos servidores da rede de Saúde e aos pacientes em tratamento contra o coronavírus.

O ato de compra emergencial foi homologado na última terça-feira (26) pelo secretário Christian Vieira, revelando apenas o valor global da compra, fixado em R$ 100 mil, sem informar a quantidade que está sendo adquirida.

Hospital de Meriti registra primeira alta após uma semana de funcionamento: pedreiro comemora a vitória sobre a covid-19

Pai de cinco filhos, Jaime foi aplaudido na saída do hospital depois de vencer a doença Um dos primeiros pacientes a ser transferido para o Hospital Municipal de São João de Meriti, aberto há uma semana, o pedreiro Jaime de Jesus Trindade, 47 anos, deixou a unidade ontem (27). Ele foi removido no último final de semana da UPA de Jardim Íris, principal emergência e ponto de entrada dos pacientes com a covid-19 na cidade.

Feliz com a alta do marido, Joanice Nascimento, 43 anos, contou que ela e os cinco filhos do casal passaram momentos difíceis, uma vez que Jaime é o provedor da casa. Além disso, ela e o filhos aguardavam ansiosos pelo retorno dele, e agradeceram muito o suporte dado no hospital. "O atendimento foi 10, todos muito gentis e atenciosos. Graças a Deus ele teve alta, está muito feliz em estar com a família de novo, está conseguindo tomar banho e já está se alimentando bem, muito obrigada!", disse emocionada.

Nova Iguaçu passa a ter o maior número de casos de covid-19 na Baixada, mas com menos mortes que Caxias

A Secretaria Estadual de Saúde promete inaugurar ainda esta semana os hospitais de campanha de São Gonçalo e Nova Iguaçu De acordo o último boletim da Secretaria de Saúde, divulgado no início da noite desta terça-feira (26), o município de Nova Iguaçu registra até agora o maior número de casos de contaminação pelo coronavírus confirmados na Baixada Fluminense, mas com menos óbitos que Duque de Caxias, segunda cidade da região em casos de covid-19. Segundo dados da SES, Nova Iguaçu tem 1.298 pessoas acometidas da doença e 144 mortes, enquanto Caxias apresenta 1.271 casos e 195 óbitos. Ao todo, informa o boletim, o estado do Rio de Janeiro tem 40.024 casos confirmados e 4.361 mortes por coronavirus.

Pelo que informa o boletim, Queimados, com um universo populacional cinco vezes menor, tem mais casos constatados que São João de Meriti, registrando 887 contaminados, enquanto Meriti apresenta  679, seguido de Belford Roxo 565, Mesquita 435, Magé  434, Nilópolis 266, Paracambi 181, Guapimirim 179 e Seropédica  161.

Polícia Federal acorda o governador do Rio: operação é deflagrada contra desvio de recursos destinados ao enfrentamento da pandemia

Os agentes da Polícia Federal chegaram cedo ao Palácio Laranjeiras - Foto: Foto: Pilar Olivares/Agência Reuters O governador do estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, foi acordado por agentes da Polícia Federal na manhã desta terça-feira (26), no Palácio Laranjeiras, residência oficial . Ele é um dos alvos da Operação Placebo, deflagrada para cumprir 12 mandados de busca e apreensão, dentro das investigações de um suposto esquema de corrupção envolvendo o Instituto Iabas, contratado sem licitação para instalação de hospitais de campanha, por R$ 850 milhões.

Além do governador estão sendo investigações os diretores da instituição contratada e membros da cúpula da Secretaria de Saúde. Os agentes estiveram ainda no Palácio Guanabara, sede do governo, e no bairro Grajaú, onde Witzel morou até dezembro de 2018. Foram recolhidos vários documentos que serão encaminhados ainda nesta terça-feira a sede da Polícia Federal, em Brasilia.

Saúde de Belford Roxo compra R$ 1,850 milhão em kits de teste para coronavírus, mas não revela quantidade adquirida

A Prefeitura de Belford Roxo vem anunciando ter realizado várias ações e tomado medidas emergenciais para o enfrentamento da pandemia do coronavírus, e até abriu um crédito suplementar no orçamento, destinando mais R$ 35,2 milhões para a Secretaria Municipal de Saúde. Só que está faltando transparência nas despesas feitas por dispensa de licitação em nome da covid-19. É o caso, por exemplo, da compra de kits de teste rápido para o diagnóstico da doença, no valor global de R$ 1.850.000,00, homologada pelo secretário Christian Vieira da Silva.

O ato de dispensa de licitação foi publicado na edição do dia 29 de abril do diário oficial do município apenas na forma de extrato, e no site oficial da Prefeitura não há nenhuma informação sobre a compra. Diz apenas que foi homologado o valor global em favor da empresa Med Sur Comércio de Material Hospital pelo fornecimento dos kits, não informando a quantidade adquirida nem quanto o município aceitou pagar por cada unidade.

Justiça suspende abertura do comércio em Caxias: a cidade tem o maior número de mortos por covid-19 na Baixada Fluminense

Mensagens de protesto contra o decreto foram projetadas como slide numa das paredes do teatro da cidade Atendendo a mandado de segurança impetrado pela Defensoria Pública, a juíza Elizabeth Maria Saad, da 3ª Vara Cível de Duque de Caxias suspendeu os efeitos de decreto emitido pelo prefeito Washington Reis, que autorizava a reabertura do comércio não essencial da cidade. De acordo com o boletim divulgado ontem (25) pela Secretaria de Saúde, o município tem 1.480 casos confirmados de coronavírus confirmados e 187 óbitos. Ainda assim a Prefeitura pretende recorrer ao Tribunal de Justiça contra a decisão da magistrada para manter os estabelecimentos comerciais em funcionamento, o que deverá ocorrer ainda nesta terça-feira.

Na noite de ontem mensagens de protesto foram projetadas foram projetadas como slids numa das paredes do Teatro Raul Cortez, na Praça do Pacificador, no centro da cidade. Agentes de segurança da Prefeitura iniciaram um corre-corre para tentar encontrar o responsável pelas projeções de recados diretos como "Pague o dinheiro da merenda, prefeito" e "Reabrir lojas é abrir covas", mas não tiveram sucesso.

Tempos de coronavírus conselho administrativo da previdência dos servidores de Nilópolis realiza reunião remota

Danielle Agero, presidente do instituto, mantém atualizado o debate sobre as contas do Previnil Fazendo o uso de tecnologias para manter as reuniões em dia, conforme aconteceu no último dia 21 com a 5ª reunião do Conselho de Administração do Previnil, no entanto seguindo e obedecendo o distanciamento físico observado no decreto rstadual nº46.073, de 16 de março deste ano, o que não impede essas deliberativas, porém remotas. E através dos aplicativos "ZOOM" e do "WhatsApps", evitando desta formar as "aglomerações" em locais fechados, os conselheiros do Instituto de Previdência dos Servidores de Nilópolis (Previnil) mantém todo o debate sobre as contas do órgão atualizadas.

Os membros do Conselho de Administração do Instituto, que são eles Fagner Luiz, Magna Alvarenga, Marcelo Neves, Rafael Drumond, Júlio César e pela presidente do instituto, Danielle Agero, têm mantido as discussões pautadas em um dos principais pilares que sustenta o Previnil, esse que é a transparência.

Escândalo no ‘governo da moralidade’: Saúde do Rio comprou respiradores com sobrepreço de R$ 123,5 milhões, aponta auditoria

A gestão de Witzel foi abalada pelas irregularidades na pasta então comandada por Edmar Santos, exonerado e depois nomeado em outra função, o que para alguns seria "um jeitinho para garantir foro privilegiado" Superfaturamento, favorecimento a empresas na hora de escolher os fornecedores e fraude na dispensa de licitação. É o que o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro encontrou ao analisar os processos de compra de mil respiradores por dispensa de licitação feita pela Secretaria Estadual de Saúde em nome do enfrentamento da covid-19. As irregularidades constam de relatório de um auditoria do TCE (confira aqui), documento que destaca sobrepreço de R$ 123.588.000 e aponta o ex-secretário de Saúde Edmar Alves dos Santos e o ex-subsecretário Gabriell Carvalho Neves Franco, como "principais responsáveis" por elas.

Eleito com discurso de moralidade, o ex-juiz Wilson Witzel assumiu o governo do estado prometendo arrumar a casa e varrer a corrupção, mas há dez dias a Polícia Federal fez uma operação para prender um dos maiores credores do estado, o empresário Mario Peixoto, que, segundo as investigações, comandava um esquema que estaria operando ainda nos dias de hoje. Isto ocorreu uma semana depois das prisões de membros do atual governo, apontados como responsáveis pela contratação das obras de implantação de hospitais de campanha e compra de equipamentos para eles. Para algumas lideranças políticas, os últimos acontecimentos mostram que “caiu a máscara do governo da moralidade”.

Gestão do Hospital Municipal de Belford Roxo tem que comprar o próprio oxigênio enquanto unidade conveniada estaria sendo privilegiada pela Prefeitura

Waguinho conta com mais dinheiro para a Saúde que a administração anterior O contrato de gestão do Hospital Municipal de Belford Roxo deixa bem claro o que deve ser fornecido pela Secretaria de Saúde e o que tem de ser comprado pela instituição que administra a unidade. O oxigênio medicinal, por exemplo, é de obrigação da Prefeitura, mas a entidade que administra o HMBR vem sendo obrigada a comprar os balões enquanto uma unidade particular conveniada, o Hospital Fluminense, estaria recebendo tratamento privilegiado. Com mais dinheiro que a administração passada, o prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho, parece ter preferência pela unidade particular, deixando o hospital próprio com menos recursos financeiros.  A Secretaria de Saúde tem pendências antigas com a unidade e mesmo o contrato de gestão tendo sido reduzido em R$ 1 milhão, a administração municipal não paga o que deve.

Com uma taxa de alta de 65% nos casos de pacientes testados positivo para covid-19, o HMBR vem operando no sacrifício há pelo menos dois anos, com a Secretaria de Saúde descumprindo sua parte no contrato, repassando menos recursos do que deveria. O contrato firmado em 2017 garantia repasses de R$ 3,8 milhões ao mês para que  a instituição social Movimento Organizado  de Gestão Comunitária (Mogec), administrasse o hospital e a UPA 24h do bairro Lote XV. Os repasses passaram para R$ 2,8 milhões para custear a manutenção das duas unidades e ainda assim as pendências continuam, débitos gerados pelo não pagamento completo das mensalidades, causando atrasos nos pagamento de fornecedores e impostos, o que parece não importar em nada para o prefeito da cidade e o secretário de Saúde.

Parcerias ajudam a escoar café produzido no Rio durante a pandemia: produto fluminense está entre os melhores do pais

O estado do Rio de Janeiro produz cerca de 16 mil toneladas de café por ano - Foto:Divulgação Para facilitar o escoamento da produção de café fluminense durante o período de isolamento social, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento reforçou parcerias com entidades como Sebrae-RJ, Associação dos Cafeicultores do Estado do Rio de Janeiro (ASCARJ), a plataforma digital de vendas Jaeé e o Rio Coffee Nation. “A melhora na qualidade do café produzido no estado está totalmente vinculado ao trabalho realizado na ponta pela Emater-Rio e a Pesagro-Rio, que vem sendo reforçada nos últimos meses pela partição intensa de instituições como o Sebrae-RJ, a ASCARJ e outras que colaboram para melhoria da produção e do distribuição do produto”, explicou o secretário de Agricultura, Marcelo Queiroz.

A Secretaria de Agricultura, a Emater-Rio e a Pesagro-Rio, desenvolvem um programa contínuo de fortalecimento da cadeia produtiva do café através da promoção de capacitação aos produtores nas mais modernas técnicas de plantio, manejo, colheita e pós colheita de café, em busca da melhora da qualidade do produto.