Câmara de Japeri se omite no caso dos ônibus ilegais

Os ônibus placas LVA-5531, LVD-6554, LUX-5966 e LVB 5584 estão com a documentação vencida e observações de restrição judicial junto ao Detran. Com a palavra as autoridades competentes Vereadores não tocam no assunto da frota alugada milhões para transportar alunos

De acordo com o modelo constitucional brasileiro os vereadores têm como atribuição fiscalizar as ações e julgar as contas do Poder Executivo, mas parece que os integrantes da Câmara de Japeri – município mais pobre da Baixada Fluminense – não sabem disso ou se sabem optam pela omissão. É o que está evidente no caso dos ônibus ilegais alugados pela Prefeitura para o transporte dos alunos da rede municipal de ensino. A frota locada por R$ 2.712.608.69, além de estar fora dos padrões de segurança definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito, tem veículos com licenciamento vencido e restrição judicial, ônibus que deveriam estar recolhidos há muito tempo, mas continuam circulando normalmente, com a empresa JL Transporte e Construção recebendo R$ 246.600,79 por mês dos cofres da municipalidade, sem que os "representantes do povo" se preocupem em fiscalizar a prestação desse serviço.

MPF fará na Baixada audiência pública sobre a intervenção federal

Encontro será no núcleo de São João de Meriti

Visando garantir o direito à informação da população da Baixada Fluminense e permitir a prestação de informações pelas autoridades interventoras, além de assegurar uma maior aproximação entre os órgãos e a sociedade civil, o Ministério Público Federal vai promover, no próximo dia 20. Uma audiência pública. Conduzido pelo procurador da República Julio José Araujo Junior, o encontro será no núcleo de São João de Meriti, na Avenida Automóvel Clube, nº 2435, às 10h, onde será debatido com autoridades públicas, entidades particulares, movimentos sociais e moradores da região o tema 'A intervenção federal e a Baixada Fluminense'.

Prefeitura de Mesquita também fez contrato com empresa fantasma

Foram gastos quase R$ 2 milhões na compra de fraldas descartáveis e leite em pó

Além da Câmara de Vereadores de Mesquita, da qual, segundo investigação em curso no Ministério Público e na Delegacia Fazendária, teria recebido  pelo menos R$ 320 mil sem fornecer a totalidade dos produtos comprados, a empresa LW Comércio e Serviços de Refrigeração fez negócios também com a Prefeitura local, o que aconteceu na gestão do prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (foto). Pelo menos é o que revela o extrato do Contrato Administrativo Nº 038/2016, firmado para aquisição de fraldas descartáveis e leite em pó, no valor global de R$ 1.890.018,00. Aberta no dia 13 de agosto de 2013, a LW consta como fechada no dia 29 de janeiro desde ano, quando o inquérito que resultou numa operação de busca e operação na última terça-feira na Câmara e nas residências do presidente e do vice da Casa, já estava em curso.

Saúde em parceria com o meio ambiente

Hospital Estadual Adão Pereira Nunes desenvolve ações de sustentabilidade

Salvar vidas e cuidar de pessoas vai muito além da prática da medicina realizada dentro de um hospital. A cada ano que passa, a preservação de recursos naturais se faz ainda mais necessária para a sobrevivência no planeta e, pensando nisso, o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, desenvolve uma série de ações de sustentabilidade. Apenas em 2017, a unidade já reaproveitou cerca de 27,5 toneladas de resíduos, o que corresponde ao peso de 24 estátuas do Cristo Redentor. Além de dar nova finalidade a essa 'pilha de lixo', a unidade também se tornou um ponto de coleta para óleo de fritura na região. Para organizar todo esse montante e não desperdiçar nada, a unidade conta com um setor de Gerenciamento de Resíduo Sustentável que frequentemente cria campanhas para conscientizar pacientes, funcionários e moradores da região. Papelão, papel, plástico, metal e caixinhas de leite tem destino certo: a reciclagem. Além disso, mais de mil litros de óleo de fritura e 2.297 litros de resíduo químico radiológico já foram recolhidos pelo hospital.

Frota escolar ilegal de Japeri: com dinheiro de 12 ônibus usados alugados a Prefeitura poderia comprar 73 legalizados por ano

Pelo que consta no Detran os ônibus LVA-5531, LVD-6554 e LUX-5966 estão com licenciamento vencido e restrição judicial. Onde estão as autoridades de trânsito? Se a Prefeitura de Japeri optasse pela compra de ônibus novos, fabricados dentro dos padrões estabelecidos pela legislação para uso no transporte escolar em vez de locar a frota esquisita da JL Transporte e Construção, em um ano teria adquirido 10 veículos com capacidade para 44 passageiros, cintos de segurança em todos os bancos e equipamento para embarque e desembarque de cadeirantes – vendidos atualmente a R$ 267 mil cada – e ainda teria sobrado dinheiro para o seguro e o licenciamento. Se a opção fosse por usados com o mesmo ano de fabricação dos da contratada e sem embaraços judiciais, seriam 73 unidades, encontradas atualmente no mercado por R$ 40 mil. Os preços dos veículos – que podem ser confirmados em sites especializados – mostram quanto o negócio foi bom para a empresa, que mesmo com parte da frota ilegal e com anotações de restrição judicial, fez dois contratos com o município que, ao que parece, não se preocupou em chegar a documentação dos ônibus, que custam aos cofres da municipalidade R$ 246.600,79 por mês.

Com o elizeupires.com já revelou, pelo menos três dos 12 ônibus locados pela JL Transporte estão sem o licenciamento anual obrigatório e com observações de restrição judicial, o que os impede de circular, mas, segundo informações de pessoas ligadas ao próprio governo e que estão preocupadas com o uso da frota irregular no transporte de alunos, outros veículos estariam em situação idêntica. Se quisesse legalizar sua frota a JL poderia adquirir 73 ônibus usados modelo 2005/2006 em 12 meses, estes sem restrição judicial e com a documentação em dia.

Aplicativo leva acervos do CCBB até você

Acesso às exposições podem ser feitos através do  Google Arts & Culture

Uma parceria entre o Banco do Brasil e o Google Cultural Institute está levando para o mundo inteiro o acervo fixo e de exposições temporárias dos quatro CCBBs, os centros culturais do banco. Isso tornou-se possível a partir do aplicativo do Google Arts & Culture, disponível para Android e iOS. Através dele o usuário pode visualizar algumas exposições de sucesso realizadas nos Centros, além de fazer visitas virtuais pelas instituições, passeios em realidade virtual e obras capturadas pela Art Câmera do Google, um equipamento que registra imagens com tamanha qualidade, que permite que seus detalhes invisíveis sejam vistos a olho nu. Basta fazer o download do aplicativo.

Ônibus caros e ilegais continuam transportando crianças em Japeri

O ônibus de placa LUX-5966 foi licenciado pela última vez em 2013 e tem quatro observações de restrição judicial anotadas Prefeitura ainda não tomou nenhuma providência para tirar os veículos de circulação

Quinze dias já se passaram desde a denúncia de que ônibus que deveriam ter sido apreendidos há muito estão transportando os alunos da rede municipal de ensino de Japeri, mas até agora a Secretaria de Educação não tomou nenhuma providência para substituí-los. Muito pelo contrário: na manhã de ontem o elizeupires.com flagrou mais um veículo irregular prestando o serviço ao município. É o ônibus de placa LUX-5966, que deveria ter sido retirado das ruas em 2014, quando o último licenciamento, feito em 2013, venceu. Esse veículo está na mesma situação de pelo menos outros dois, que, iguais a ele, encontram-se com restrição judicial. Os ônibus irregulares fazem parte de uma frota de 12, alugada pelo Prefeitura junto à JL Transporte e Construção, por um período de 11 meses e valor global de R$ 2.712.608,69, mais de R$ 246 mil por mês, um faturamento e tanto.

Esforço para derrubar diretor do Hospital da Posse bate na trave

Grupo de forasteiros estaria de olho na gestão dos recursos do HGNI

Ao contrário do que chegou a ser veiculado durante o dia de hoje (7) nas redes sociais, o médico Joé Sestello não deixou a direção do Hospital Geral de Nova Iguaçu, o Hospital da Posse. Muito pelo contrário. Ele saiu fortalecido de uma reunião ocorrida na parte da manhã com o prefeito Rogério Lisboa, apesar da "feitiçaria" de um grupo de Rio Bonito que cuida das finanças do Fundo Municipal de Saúde e vinha se esforçando pelo afastamento de Sestello, supostamente por conta de um investimento de cerca de R$ 30 milhões que deverá ser feito no HNGI. Na manhã desta quarta-feira o secretário de Saúde, Hildoberto Carneiro – que é apontado como figura decorativa na secretaria desde que Isaias Class de Figueiredo, Leandro Weber e Glauco Moraes Azevedo assumiram cargos de mando no setor – chegou ao hospital acompanhado de cinco pessoas estranhas ao HGNI e se trancou na sala do diretor, que havia saído para se reunir com o prefeito.

Polícia e MP fazem operação na Câmara de Mesquita

Vereadores são suspeitos de peculato, associação criminosa e fraude em  licitação

Presida pelo vereador Marcelo Santos Rosa, o Biriba (foto), a Câmara de Vereadores de Mesquita foi alvo na manhã desta terça-feira de uma operação por parte do Ministério Público e agentes da Delegacia Fazendária. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em dependências da Casa  e  contra dois vereadores, suspeitos de praticar crimes de peculato, associação criminosa, fraude em procedimentos licitatórios e lavagem de dinheiro. Os agentes estiveram nas residências de Biriba, do vereador Amaury Trindade da Silva; do presidente da Comissão de Licitações Fabio de Brito e dos representantes legais das empresas LW Comércio e Serviço de Refrigeração e P.C. Araújo Informática.

Silva Jardim: licitação emperrada pode ir parar na Justiça

A Prefeitura anunciou novo pregão para manutenção do sistema de iluminação pública, mas não define data para apresentação das propostas por parte das empresas

Embora a taxa de iluminação pública seja cobrada mensalmente nas contas de luz, os moradores de Silva Jardim, município do interior fluminense, estão há quase um ano esperando pela regularização do serviço, o que não acontece por conta de trabalhadas da Prefeitura numa licitação realizada em 2017, que acabou anulada devido à denúncia de "irregularidades e vícios" no edital. Isso comprometeu o contrato firmado com a Compillar Entretenimento Prestadora de Serviços, cuja dona, Luana Ferreira Neves foi presa no dia 10 de agosto de 2017 e denunciada pelo Ministério Público em um caso de fraude na Prefeitura de São Gonçalo. Depois disso foi anunciado um novo pregão para este ano, com previsão para logo depois do carnaval, mas até agora a Prefeitura não divulgou uma data para as empresas interessadas em concorrer apresentarem suas propostas.