Líder da Revolta da Chibata terá museu em Meriti: morador da cidade, João Cândido, o Almirante Negro, viveu até 1969

João Cândido morreu em 1969, aos 89 anos Líder da Revolta da Chibata, que pôs fim aos castigos sofridos pelos marinheiros até a primeira metade do século XX, João Cândido, também conhecido como Almirante Negro, dá nome ao museu de São João de Meriti, local onde viveu e que o reconhece como herói municipal. O espaço cultural vai funcionar no Morro do Embaixador, na antiga residência do embaixador português Martinho Nobre de Melo, que está sendo restaurada para abrigar.

O local está passando por obras, um projeto que, além da recuperação do casarão, inclui uma área recreativa, com quadra de esportes, academia ao ar livre e parquinho infantil. "Nosso objetivo é fazer a integração entre sociedade local e a nossa história, não permitindo que a memória de João Cândido e do Morro do Embaixador se percam", diz a secretária Direitos Humanos e Igualdade Racial Ana Paula Rosa.

Inhotim fecha no dia 25 em homenagem às vítimas de Brumadinho

O instituto integra programação na cidade e realiza um concerto de mantras no dia seguinte

Cinquenta funcionários do museu perderam parentes na tragédia - Foto:Divulgação Em homenagem e respeito às vítimas do rompimento da barragem em Córrego do Feijão, em Brumadinho, o Instituto Inhotim estará fechado para visitação, no dia 25 de janeiro (sábado). No marco de um ano dessa tragédia, sobretudo, humana, o Inhotim convida todos a estarem presentes, efetivamente, na cidade, para uma programação especial. Apesar de o Instituto não ter sido atingido pelos rejeitos, Brumadinho é a casa do Inhotim. Mais de 70% de seus funcionários são da cidade. "Cinquenta pessoas que trabalham conosco perderam familiares no ocorrido, o que ainda nos sensibiliza bastante", comenta Raquel Murad, gerente de Recursos Humanos do Inhotim, que lidera um trabalho de acolhimento e acompanhamento psicológico dos colaboradores para a superação do luto.

Artista de Mangaratiba mostra sua vista da Ilha de Marambaia: obras estarão expostas até o dia 16 de janeiro

Gilmara é engajada na luta pela defesa do meio ambiente - Foto: Divulgação Estão expostas no Museu Municipal de Mangaratiba obras da artista plástica Gilmara Ribeiro. A  exposição A vista da Marambaia, é realizada pela Fundação Mário Peixoto, reunindo trabalhos da artista inspirados na vista desfrutada por ela em sua casa, na Praia Brava, da i que dá nome à exposição. A mostra foi aberta na última sexta-feira (20) e vai até o dia 16 de janeiro.

Gilmara é engajada na defesa do meio ambiente e está é a quinta exposição individual realizada em parceria com a fundação. O museu está localizado Rua Coronel Moreira da Silva, no centro de Mangaratiba e funciona de segunda à sexta-feira, das 9h às 17h e aos sábados das 9h às 15h.

Museu da República expõe obras de 14 artistas negras

A mostra ficará aberta ao público no Museu da República até o dia 2 de fevereiro de 2020

A exposição Sob a Potência da Presença, com curadoria de Keyna Eleison, traz obras de arte contemporânea de mulheres negras ao Museu da República - Foto: Fernando Frazão O Museu da República inaugurou a exposição "Sob a Potência da Presença", com obras de 14 artistas negras. A curadora da mostra, Keyna Eleison, mestre em história da arte, disse que a exposição é resultado de um processo de acompanhamento artístico realizado e patrocinado pela Rede Nami, uma rede de mulheres que usa as artes urbanas para promover os direitos femininos, coordenada pela artista visual e ativista social, Panmela Castro.

Casa de Cultura de Nova Iguaçu apresenta ‘Africanidades na Baixada Fluminense’

Com um acervo de 150 peças a mostra estará aberta até o dia 31 de janeiro

Bisneta de escravos, a assistente social Mônica da Silva Santos se emocionou com o que viu na exposição - Foto:Divulgação Descendente de família angolana, a assistente social Mônica da Silva Santos, de 46 anos, se emocionou na última quarta-feira (6) ao visitar as dependências da Casa de Cultura de Nova Iguaçu, na abertura da : ‘Africanidades na Baixada Fluminense – Contribuição do negro na formação da identidade brasileira’, mostra se estenderá até o dia 31 de janeiro.   Ao se deparar com um pelourinho, conhecido como lugar de castigo para criminosos e negros escravizados que eram punidos em locais públicos, além de um açoite, tronco, palmatórias e peias (algemas para os pés), ela chorou.

Escritores da Baixada receberão Prêmio Litere-se neste sábado

Condecoração é dedicado a escritores que  realizaram obras relevantes no meio literário

A proposta é promover um movimento de resistência pela literatura brasileira - Foto:Divulgação A Baixada Fluminense vai presenciar um momento inédito em toda sua história. Isso porque, mais de 40 escritores de diversas regiões do Estado do Rio de Janeiro vão receber neste sábado (19) o prêmio 'Editora Litere-se 2019'. A cerimônia, que vai condecorar aqueles que produzem e promovem a cultura na região, será realizada no Hotel Mercure, em Nova Iguaçu, a partir das 19h. Além da honraria, a noite será marcada por lançamentos dos livros "Mulheres das Letras", "Veias da Baixada" e "Soul Escritor".

Aluno de escola pública em Nova Iguaçu esbanja talento com desenhos realistas

Lucas começou a desenhar há 5 anos Lápis, papel e muito talento. Com apenas 15 anos, Lucas Henrique Alves da Silva, aluno do 8º ano da Escola Municipal Marcílio Dias, em Santa Rita, em Nova Iguaçu, impressiona professores e amigos pela vocação artística para o desenho. Suas mãos criam imagens ultra realistas de pássaros como Carcará, Curicaca, Jacurutu, Alma-de-gato, Gavião-Real (harpia), Quero-Quero, Inhambu, Maria-Leque, Beija-Flor, Urubu Rei e outros, a partir de fotografias. Os desenhos fazem parte do livro ‘Aves para Colorir’, lançado ano passado pelo rapaz.

A paixão de Lucas pela arte de desenhar começou há 5 anos, segundo ele inspirado pelos personagens da Disney. Seu talento foi desenvolvido em sala de aula, ao ser descoberto pelo professor Gabriel Jorge de Meneses Melo, de 32 anos, que dá aulas de artes na Escola Marcílio Dias. O vínculo entre os dois, segundo o estudante, surgiu de forma inusitada. “Eu tinha levado para a aula um livro feito pelo professor e o irmão dele, mas eu não sabia quem era o autor. Foi a maior coincidência. Meu professor também é fotógrafo de aves e eu desenhava animais durante as aulas. Estávamos juntos na mesma escola com o mesmo livro”, conta Lucas.

Professora de Nova Iguaçu lança livro na Bienal

Joicy Corrêa Araújo leva à reflexão a partir de um historinha infantil

A saga de uma borboletinha que se perdeu durante um passeio e foi parar em uma floresta diferente, onde encontrou uma florzinha e outros animais que passam por sérios problemas. Esta é a história contada no livro 'Somos Todos Coloridos', da professora Joicy Corrêa Araújo, 38 anos, da rede municipal de Nova Iguaçu, que está sendo lançado no maior evento literário do país, a Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Na tarde de quarta-feira (4), a professora participou de uma sessão de autógrafos no estande da Editora Chiado na Bienal. Mulher negra, Joicy aborda em seu livro temas como preconceito e discriminação. "Pensando nas pessoas que sofrem preconceitos, especialmente nas crianças, tentei buscar por meio de uma historinha, uma maneira que fosse de fácil compreensão do tema discriminação para ser trabalhada com os pequenos, de forma que eles entendam que todos somos diferentes e somos especiais, merecemos respeito e também precisamos respeitar os outros", explica a autora.