MP investiga superfaturamento e desvio de dinheiro na Câmara de Itaboraí: contrato pode ter chegado a R$ 15 milhões em dois anos

Presidida atualmente pelo vereador Alessandro Ferreira Rodrigues, o Sandro Construforte, a Câmara de Vereadores de Itaboraí tem primado pela falta de informação quanto ao gasto do dinheiro público, mas pelo menos no papel, é a mais transparente do estado. Pelo menos é o que sugere um contrato firmado em 2015 pelo ex-presidente Deoclécio Miranda Viana (foto) para cobrir despesas com publicações dos atos oficiais da Casa, com valor que pode ter chegado a R$ 15 milhões, segundo estima o Ministério Público. Por conta isso um inquérito criminal foi instaurado pelo MP, que ontem fez uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão na Câmara, nas residências de Deoclécio e dos sócios da Empresa Jornalística Itaboraí, titular do contrato.

De acordo com o que foi apurado, o primeiro contrato foi firmado no valor de R$ 3 milhões por um ano de publicações, mas antes do fim da validade foi feito um distrato, ficando acertado um novo valor global, R$ 6 milhões até novembro de 2016, com a vigência podendo ser prorrogada por mais um ano. Segundo o Ministério Público, antes desse contrato a Câmara gastava R$ 8 mil por mês com suas publicações, o que dá R$ 96 mil por ano.

MDB quer mostrar que não está morto no Rio

Partido ficou com apenas dois deputados federais e sete estaduais

A bancada do MDB do Rio na Câmara dos Deputados conta agora com apenas dois parlamentares. Permaneceram filiados Leonardo Picciani e Marco Antonio Cabral e diminuiu bastante também na Assembleia Legislativa, onde tinha 15 e ficou com sete, mas os encarregados de remover os escombros e reconstruir a legenda no território fluminense apostam na ressurreição nas urnas. O ex-prefeito de Queimados e pré-candidato a deputado estadual Max Lemos, por exemplo, ficou responsável pela formação da nominada de concorrentes a uma cadeira na Alerj e acha que a próxima bancada emedebista na Casa contará com entre oito e 10 deputados.

PP tira mais um do MDB

Marcelo Simão vai tentar reeleição na legenda Progressista

Depois de se tornar – desde o último dia 4 – a segunda maior bancada na Câmara dos Deputados, o Partido Progressista aumentou também o seu bloco na Assembleia Legislativa do Rio. O deputado Marcelo Simão deixou o MDB e ingressou no PP na última sexta-feira e vai tentar o quarto mandato consecutivo. "Escolhi o PP por seus valores e sua longa história partidária, quero somar com o partido na sua luta a favor da dignidade humana, na busca da democracia e direitos iguais para o povo do Rio de janeiro", afirmou o parlamentar com base na cidade de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

Temer escolhe Moreira para o Ministério de Minas e Energia

Dez ministros deixaram o governo por conta de candidaturas

O Palácio do Planalto confirmou ontem (8) que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, vai assumir a pasta de Minas e Energia, que estava vaga com a saída de Fernando Coelho Filho, candidato à reeleição para deputado federal em Pernambuco. Moreira Franco também é secretário-executivo do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI). "O presidente Michel Temer definiu hoje que o ministro Moreira Franco assumirá o Ministério de Minas e Energia", diz o comunicado da Secretaria de Imprensa da Presidência.

PP chama o doutor para reforçar legenda

Secretário de Saúde deixa o cargo para concorrer a deputado federal

Disputado por várias legendas, o secretário estadual de Saúde Luiz Antonio Teixeira Junior (foto), optou pelo Partido Progressista para concorrer a um mandato de deputado federal. Com base na Baixada Fluminense, nascido em Nova Iguaçu, o médico ortopedista conseguiu imprimir um novo ritmo de trabalho na rede estadual fluminense e é visto por algumas lideranças políticas como puxador de legenda, já que, como secretário, conseguiu transitar com desenvoltura praticamente em todos os municípios do Rio de Janeiro, marcando espaços importantes. Luiz Antonio deixou o cargo na última sexta-feira, sendo substituído pelo sub secretário de Unidades de Saúde, Sérgio Gama.

Vereadores que trocaram de partido podem perder mandato

'Janela' deste ano foi só para deputados federais, estaduais e distritais

A 'janela partidária' – dispositivo da legislação eleitoral que permite que políticos em exercício de mandato troquem de partido sem correr risco de perder a cadeira – fechou ontem, gerando o esvaziamento de legendas como o MDB e o inchaço de outras, entre elas no DEM. A brecha que dribla a infidelidade partidária, entretanto, só vale no período de eleições gerais para deputados federais, estaduais e distritais, pois não haverá eleição municipal. Ao que parece, muitos vereadores da Baixada Fluminense desconhecem isso e podem perder o mandato por terem trocado de partido para concorrerem a deputado. A esses, um aviso: independente da posição do comando da sigla da qual se desligaram o próprio Ministério Público pode pedir a vaga para a legenda da qual o vereador distraído saiu, ficando a cadeira para o suplente.

Bornier pai e Bornier filho vão concorrer pelo mesmo partido

Estão no PROS, que formará um blocão reunindo PRP, PPL e Patriotas

O ex-prefeito de Nova Iguaçu, Nelson Bornier, confirmou há pouco que vai mesmo disputar um mandato de deputado federal e concorrerá na mesma legenda do filho, o deputado Felipe Bornier. Nelson entrou nesta sexta-feira para os quadros do PROS, que formará uma aliança com o objetivo de eleger pelo menos oito deputados federais e três estaduais. O PROS, onde também está a deputada Clarissa Garotinho, fará aliança com o PRP, PPL e Patriota, legendas que reunião força em torno da candidatura do ex-governador Anthony Garotinho, que concorrerá ao Palácio Guanabara.

Teresópolis vai eleger o oitavo prefeito em 10 anos

TRE vai marcar pleito suplementar para substituir Mário Tricano

Vivendo a maior crise política de sua história e passando por uma grande crise financeira, Teresópolis, município da região serrana do estado do Rio de Janeiro, vai escolher, provavelmente em três meses, um novo prefeito. Até lá a cidade será governada pelo presidente da Câmara de Vereadores, Pedro Gil (foto), empossado quarta-feira (4), no lugar do prefeito eleito em 2016, Mário Tricano, que teve o registro de candidatura cassado pelo Plenário do Tribunal Regional Eleitoral, medida que atingiu também o vice-prefeito Darcy Sandro Dias. Pedro é o sétimo político a governar Teresópolis desde a eleição do petista Jorge Mário Sedlaceke, em 2008. Jorge teve o mandato cassado em novembro de 2011, acusado do desvio das verbas repassadas pelo governo federal para as obras emergenciais, depois das enchentes que afetaram toda a região em janeiro de 2010.

Candidatura só se for pelo MDB

Presidente da Câmara de Nova Iguaçu quer uma cadeira de deputado federal

No início da semana os meios políticos de Nova Iguaçu foram surpreendidos com a informação de que o presidente da Câmara de Vereadores, Rogério Teixeira Junior, o Juninho do Pneu, seria pré-candidato a deputado federal pelo DEM, partido do qual o prefeito Rogério Lisboa (PR) está cada vez mais perto. Entretanto, a janela – dispositivo que garante que um político em exercício de mandato troque de partido sem perder a cadeira para o suplente – é só para os deputados, não contemplando vereadores, pois esses só podem contar com essa proteção no ano de eleições municipais. Juninho tem todo o direito de concorrer a deputado, mas terá de ser pelo MDB, cujos quadros ele pertence. Se sair para o DEM corre o risco de ficar sem a cadeira de vereador.

PHS promete condições iguais para seus candidatos no Rio

Presidente afirma que a disputa será de igual para igual

Ao contrário do que costuma acontecer na maioria das legendas, o PHS fluminense não irá privilegiar ninguém entre seus candidatos. A afirmação é do presidente da legenda no estado, o prefeito de São João de Meriti João Ferreira Neto, o Dr. João. Segundo ele, as nominatas dos pré-candidatos a deputados estaduais e federais do PHS estão 90% definidas, embora ele tivesse menos de um mês para fazer as costuras políticas e garantir listas fortes para concorrer ao pleito de outubro. "Não existe isso de candidatura fake. A disputa será para valer. Estão inventando mentiras para atrapalhar nosso trabalho. Não existe fake nas nossas nominatas e elas estão à disposição de todos e todos  terão chances iguais na disputa eleitoral", afirmou o presidente.