Magé decreta estado de emergência financeira

Perda de receita deve passar de R$ 100 milhões este ano. Prefeito reduz o seu salário, do vice e dos titulares das secretarias. Serão exonerados oito secretários e as medidas adotadas valem por 180 dias

O prefeito de Magé, Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (foto) decretou na noite desta quinta-feira (4) estado de emergência financeira, adotando medidas de contenção de despesas diante de uma realidade econômica completamente negativa para o município, que, segundo as estimativas, vai arrecadar, no mínimo, R$ 100 milhões a menos este ano. Uma das medidas foi a redução de 25% nos subsídios do prefeito e do vice, além do corte de 15% nos vencimentos dos secretários. Serão exonerados oito membros do primeiro escalão e foi definida a junção de secretarias, com os titulares que ficarem passando a acumular responsabilidades. Por conta da perda de receita a folha de pagamento teve aumento proporcional em relação ao limite de 54% imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o que forçou a adoção de medidas para equilibrar as finanças.

Resende divide em suaves prestações a conta das humilhações

Por causa da fiscalização míope da Prefeitura, a concessionária do transporte público expõe os usuários a humilhações e sacrifícios. Sem poder usar elevador para cadeirantes a senhora das imagens não teve outra saída senão carregar no colo Governo finge que arrocha e empresa de ônibus finge que respeita as regras

Um vídeo exibindo uma mulher carregando uma cadeirante nos braços durante o desembarque de um ônibus causou revolta na população de Resende, no Sul Fluminense, esta semana e apertou ainda mais a “saia justa” do prefeito Diogo Balieiro Diniz (foto), eleito em 2016 com a promessa de peitar a São Miguel, empresa que há 17 anos detém o monopólio do transporte público de passageiros e que nos últimos tempos parece ter se especializado em humilhar os moradores, expostos à própria sorte diariamente no interior das latas velhas ambulantes da companhia.

Guapimirim ilumina suas contas com luz de velas

O farol sobre os gastos públicos no município, ao que tudo indica, ainda vai demorar muito para ser aceso. Prefeitura diz que tem transparência, o problema é achar os números

Depois de quatro meses dificultando o acesso às informações sobres as receitas e as despesas da municipalidade, o governo começou a disponibilizar alguns registros, mas os contratos, dados sobres os processos licitatórios e as despesas com pessoal permanecem escondidos, como se a administração do prefeito Jocelito Pereira de Oliveira, o Zelito Tringuelê (foto) não desse a mínima importância para a Lei da Transparência, que determina a divulgação de forma clara das contas públicas, visando facilitar o controle social. A Prefeitura informa em seu site que já licitou mais de R$ 30 milhões, mas não revela como isso deu nem mostra em seu portal os avisos. Dessas licitações uma chama atenção de observadores mais atentos. É o Pregão 05, gerado a partir do Processo 0173/2017, para locação de máquinas e caminhões, no valor global de R$ 14,4 milhões, pelo prazo de um ano.

Artesãos de Paracambi recebem identidade profissional

Mais de 100 profissionais foram beneficiados pelo Programa de Artesanato

A prefeita Lucimar Ferreira tem, afirma ela, uma ligação emocional com o artesanato, uma atividade muito presente em Paracambi, mas que não vinha recebendo a devida atenção. Isso vai mudar daqui para frente. “O artesanato é um trabalho diferenciado, sensível e esse sentimento conquista a gente. Minha avó era artesã e eu via o cuidado com cada colcha de crochê que ela fazia. Fazer parte dessa conquista torna-se ainda mais significativo para mim. Vamos trabalhar, junto ao governo estadual, para garantir ações para o desenvolvimento da atividade em nosso município”, disse ela durante a solenidade de entrega do documento de identificação profissional do governo federal a 100 artesãos cadastrados pela Prefeitura.

Fiscalização “míope” não vê aberrações em Resende

Usuários reclamam que além dos veículos com bancos e parachoques soltos, tem os pneus que estão sempre dando susto e deixando os passageiros a pé (Foto:PMR/Luiz Ferrão) Agentes da Superintendência Municipal de Transportes Públicos não vêem, por exemplo, os pneus velhos das sucatas ambulantes da empresa São Miguel

Na última quinta-feira (25), fiscais da Superintendência Municipal de Transportes Públicos foram até a garagem da empresa de ônibus São Miguel - que há 17 anos detém o monopólio das linhas municipais de Resende - conferir se a companhia tinha cumprido as exigências feitas em notificações lavradas 12 dias antes, quando foi alertada sobre falhas no funcionamento de plataformas de acesso a cadeirantes, bancos e parachoques soltos, além da má conservação da lataria. Os fiscais constataram que só uma exigência, a das plataformas, tinha sido cumprida e então decidiram ampliar o prazo, dando mais cinco dias para a concessionária atender as recomendações. Entretanto, para os usuários, a fiscalização do poder concedente e nada são as mesmas coisas, pois a empresa finge que atende, administração municipal deixa a coisa correr solta e o resultado é visto nas ruas: ônibus caindo aos pedaços, com pneus velhos estourando e dando susto nos passageiros, a ponto de provocar acidentes.

Tratamentos diferenciados causam polêmica em Resende

⁠⁠⁠Enquanto alguns moradores da Boca do Rego alegam que a reforma da ponte seria uma forma de favorecimento a um parente do prefeito, ele resolveu “tirar” o distrito de Rio Preto do mapa de Resende para justificar a falta de atendimento de saúde aos moradores daquela localidade Ponte que dá acesso à fazenda de um parente do prefeito é reformada

A reforma de uma ponte na estrada do Bonsucesso, na localidade conhecida como “Boca do Rego”, na zona rural de Resende, acabou se transformando em mais uma polêmica para o prefeito Diogo Balieiro Diniz. É que segundo alguns vizinhos, a ponte serve de acesso a uma fazenda que tem como um dos proprietários um parente próximo do chefe do Executivo, uma benesse que justificaria a melhoria. O anúncio oficial da Prefeitura não informa se a Secretaria de Agricultura e Pecuária possui em seu organograma uma equipe destinada a reformas ou se os trabalhos teriam contado com a ajuda de algum “parceiro” do governo.

Repasse para a Codeni é muito maior

Transferências feitas entre 23 de janeiro e 20 de abril somaram  mais de R$ 7,4 milhões

Em resposta a fontes da Prefeitura que disseram que o elizeupires.com errou ao informar – na matéria “Caixa-preta da Codeni esconde gastos em Nova Iguaçu”, veiculada sábado (dia 22 – que os repasses para a Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu feitos pela atual gestão somaram mais de R$ 6,6 milhões, alegando que as transferências foram menores, pedimos desculpas aos nossos leitores para reconhecer que erramos sim. Os créditos na conta da Codeni foram bem maiores: ultrapassaram a soma R$ 7,4 milhões. Os repasses de janeiro foram de R$ 1.898.472,73 e não no valor de R$ 1.112.523,71 como tínhamos informado. Já as transferências de fevereiro chegaram ao total de R$ 1.520.190,10, as de março somaram R$ 2.650.632,24, enquanto os créditos de abril (repasses feitos até o dia 20), somaram R$ 1.359.544,19. O que a gestão do prefeito Rogério Lisboa precisa fazer é explicar porque esse volume tão grande de recursos para uma autarquia cuja utilidade nem o próprio governo sabe explicar de forma convincente.

Guapimirim tem 115 dias de contas no escuro

Prefeitura tranca seus números em caixa-preta e a população não tem acesso a informações sobre receita e despesas, dados que pela Lei da Transparência precisam estar às claras

O prefeito Jocelito Pereira de Oliveira, o Zelito Tringuelê (foto) está completando nesta terça-feira (25) 115 dias de mandato e ninguém sabe onde e em que ele está aplicando os recursos do município. Não há informações sobre os gastos com pessoal e manutenção dos serviços essenciais, pois o sistema da Prefeitura de Guapimirim não disponibiliza as contas públicas como determina a lei. As edições do boletim informativo também sumiram. No site oficial só aparecem duas e com o mesmo número: 169, datadas de 2 e 6 de janeiro. Não se vê avisos de licitação, resultados dos pregões, nomes das empresas fornecedoras e sobre quanto a administração municipal esta gastando, por exemplo, com merenda escolar, alimentação no hospital, medicamentos e materiais de consumo. Perguntar ao governo soa como ofensa. Ninguém fala nada. 

Caixa-preta da Codeni esconde gastos em Nova Iguaçu

Não há dados sobre que é feito com os recursos e os repasses dos primeiros três meses deste ano quase dobram em comparação ao último trimestre de 2016

Ninguém no município sabe dizer para que serve exatamente a Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu (Codeni) e tão difícil como ver alguma utilidade no órgão é saber onde e em que a autarquia municipal gasta os recursos repassados todos os meses pela Prefeitura. Em março, por exemplo, foram creditados na conta da Codeni R$ 2.650.632,24, quase que o total recebido por ela durante todo o último trimestre de 2016, quando a soma de repasses chegou a R$ 2.863.956,65. O total transferido à companhia nos três primeiros meses da gestão do prefeito Rogério Lisboa (foto) passa de R$ 6,6 milhões e o aumento elevado no volume de recursos para a autarquia coincide com a devolução de R$ 2 milhões feita pela Câmara de Vereadores naquele mês, dinheiro que teria sido ser usado em parte para pagar algumas empresas. O problema é saber quem recebeu o que e como se deu a escolha dos que receberiam as faturas atrasadas...

Paracambi faz milagre com o pouco que tem

Cidade com a menor receita da Baixada Fluminense leva tudo na ponta do lápis

Quando, no dia 1º de janeiro única mulher eleita prefeita na Baixada Fluminense no pleito de 2016 assumiu a Prefeitura de Paracambi, Lucimar Cristina da Silva Ferreira (foto) estava preparada para encarar um grande desafio pela frente, mas não imaginava que a situação estivesse tão ruim e que as dívidas que iria ter de administrar fossem tão altas. Hoje, 111 dias desde a sua posse, a prefeita tem plena noção da “furada” em que se meteu, mas já comemora alguns resultados e o faz como quem tem que levar as contas na ponta do lápis para que o pouco que entra nos cofres da municipalidade não fique ainda menor. Com cerca de 52 mil habitantes, Paracambi tem a menor receita da região e está arrecadando atualmente bem menos que no ano passado. Os repasses intergovernamentais, por exemplo, somaram R$ 13.849.690,32 nos primeiros três meses da gestão de Lucimar, quando a expectativa era de pelo menos R$ 18 milhões. Se a receita é pequena, o rombo nas contas é enorme: dívidas no total de cerca de R$ 100 milhões.