Mudanças a vista no governo em Magé

Algumas secretarias ganharão novos titulares

O prefeito de Magé, Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (foto), vai anunciar nos próximos dias várias mudanças no governo, que passará a ter nova composição. O atual secretário de Governo, por exemplo, vai assumir a Secretaria de Saúde. A escolha de Miguelangelo Peligrino - que exerceu mandato de vereador até abril do ano passado e se licenciou do mandato para exercer cargo no Poder Executivo - já está definida, bem como a do segundo suplente do PMDB, o ex-vereador Amisterdam Santos Viana, que passará a comandar a Secretaria de Transportes. Miguelzinho, como Miguelangelo é mais conhecido, já vinha colaborando com o secretário Antonio Morado na reestruturação da rede de Saúde.

Manutenção de frota em Guapimirim não era à vera

Vários veículos foram encontrados sucateados, apesar dos gastos com peças e serviços (Foto: Divulgação/PMG) Prefeito fez licitação de R$ 2,9 milhões para consertar veículos, mas só deixou sucatas

O ex-prefeito de Marcos Aurélio Dias (foto) foi embora para casa, mas ainda vai ter muito o que explicar. O estado de terra arrasada verificado em Guapimirim pela equipe do novo governo sugere muito mais que má gestão, aponta para um misto de irresponsabilidade e descaso com a coisa pública por parte de uma administração que é apontada como a pior da história do município. Durante uma vistoria em um dos galpões usados pela Prefeitura - além de muita sujeira - foram encontrados vários veículos sucateados, um contra-senso, já que entre janeiro de 2013 e junho de 2016 a administração municipal teria gastado pelo menos de R$ 3,5 milhões com aquisição de peças e serviços de reparos em veículos de sua frota própria. 

Cinco municípios herdam dívidas de R$ 1,8 bi

Angra dos Reis, Cabo Frio, Nova Iguaçu, Petrópolis e Rio das Ostras estão entre as prefeituras mais endividada no território fluminense

O rombo nas finanças do município de Angra dos Reis é de R$ 374 milhões e pode ficar maior se a Prefeitura não tiver condições de cumprir o compromisso de começar a pagar, dentro de um ano, as 60 parcelas de um empréstimo feito para quitar três meses de salários atrasados e o 13º do funcionalismo. O prefeito Fernando Jordão (foto) recorreu à Justiça para que o fundo de previdência dos servidores liberasse seus recursos para o pagamento da folha, uma solução que pode gerar ainda mais problemas lá na frente. “O dinheiro da previdência municipal é dos servidores para sustentá-los na inatividade e não do governo. Se o empréstimo não for pago a instituição fica sem ter como honrar com os aposentados e pensionistas no futuro e aí a conta vai ter de ser paga pela Prefeitura, que continuará deficitária”, analisa o professor Henrique Bréssia, especialista em administração pública.

Ex-prefeito de B. Roxo não pagou professores porque não quis

Dinheiro do Fundeb não garantiu Natal dos profissionais de ensino

O Portal da Transparência da Prefeitura de Belford Roxo foi tirado do ar na primeira semana de outubro e isso pode ter ocorrido para esconder o que o ex-prefeito Dennis Dauttmam (foto) pretendia fazer com o dinheiro que entraria nos cofres da municipalidade nos últimos três meses de sua gestão: priorizar o pagamento a fornecedores e empresas prestadoras de serviços, em vez de pelo menos amenizar a situação de servidores que estão passando por necessidades. Esta semana, em um encontro com professores que o cercaram para cobrar o pagamento do mês de novembro e do décimo terceiro, o prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho, disparou: “O ex-prefeito não pagou a vocês porque não quis”.

Terceirizados da saúde ameaçam greve em Rio das Ostras

Trabalhadores cobram férias, décimo terceiro e o salário de dezembro

A cada dia uma descoberta e as novidades não são nada boas. Esta é a realidade vivida pela equipe do novo governo de Rio das Ostras, que está enfrentando hoje uma ameaça de paralisação dos funcionários terceirizados que atuam no serviço de limpeza e conservação das unidades de saúde, o que se acontecer afetará em cheio o hospital da cidade e o pronto socorro. Os trabalhadores são contratados da empresa Mississipi Empreendimentos, que alega não ter dinheiro para pagar o salário de dezembro que vence hoje, muito menos o décimo terceiro e as férias vencidas, pois desde julho não recebe os repasses da Prefeitura. Sem recurso em caixa para quitar as faturas atrasadas, o prefeito Carlos Augusto Balthazar está buscando uma solução junto à empresa, para que o serviço de limpeza continue sendo prestado. De acordo com alguns trabalhadores, os salários vem atrasando com frequência e no primeiro semestre eles chegaram a ficar dois meses sem receber. A dívida do Fundo Municipal de Saúde com a Mississipi Empreendimentos está acumulada em R$ 4,7 milhões.

E os atrasados, prefeito?

Novo gestor de Caxias diz que vai antecipar salário de janeiro, mas...

Embora o município tivesse recebido R$ 246 milhões em repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação no ano passado, o ex-prefeito Alexandre Cardoso saiu deixando os professores na mão. A Prefeitura de Duque de Caxias pagou apenas parte do salário de outubro, pulando o décimo terceiro e os meses de novembro e dezembro, que não deverão ser pagos tão cedo. Washington Reis (foto) - sucessor de Alexandre - confirmou na manhã desta sexta-feira (6) que vai antecipar para a próxima semana o pagamento do mês de janeiro para todos os servidores municipais, mas não disse quando pretende quitar os atrasados. A exemplo dos profissionais de ensino de Belford Roxo, os professores de Caxias já deixaram claro que não entrarão em sala de aula antes que a situação seja resolvida.

Prefeito de Casimiro de Abreu corta benefício de servidor

Paulo Dames emite decreto acabando com gratificações de funcionários efetivos

Depois de nomear a filha e dois sobrinhos para cargos no primeiro escalão do governo, além de outros "chegados" para o segundo time, o prefeito de Casimiro de Abreu, Paulo Dames (foto), resolveu fazer economia com o sacrifício dos servidores. Um decreto tirando gratificações concedidas pela gestão anterior foi emitido ontem e deverá ser publicado nesta sexta-feira na primeira edição do jornal oficial em seu governo. Apesar da perda de receita em torno de cerca de 50% verificada a partir do segundo semestre de 2015, o benefício foi mantido pelo ex-prefeito Antonio Marcos Lemos, que - para equilibrar as finanças - demitiu ocupantes de cargos comissionados e fez cortes em contratos, medidas tomadas para não afetar o funcionalismo.

Rio das Ostras: dinheiro demais, responsabilidade e saúde de menos

Carlos Augusto explicou as razões que o levaram a decretar calamidade financeira (Fotos: Divulgação/PMRO) Médico é coisa rara na rede pública do município, mas folha de pagamento do setor passa de R$ 92 milhões por ano. Nova gestão herda calamidade e dívida de R$ 200 milhões

Durante a gestão do prefeito Alcebíades Sabino a rede de atendimento Rio das Ostras entrou em colapso e foi parar na UTI. Quem buscou socorro no hospital público da cidade cansou de ouvir um “não tem médico” e quem precisou de um desses Captopril da vida - remédio para controlar a pressão arterial - muitas vezes foi informado de que estava faltando medicamento na farmácia básica, um contra-senso diante dos cerca de R$ 600 milhões gastos pela Secretaria de Saúde nos últimos quatro anos, R$ 92 milhões anuais só com a folha de pagamento do setor. Se elevados para uma rede que não funciona, os números verificados pelo novo governo mostram que mais que problemas financeiros, o município conheceu com o ex-prefeito uma crise de gestão, com pessoal demais, gente de menos trabalhando e materiais médicos jogados fora: numa primeira avaliação a equipe que vai comandar a rede de agora em diante encontrou R$ 5 milhões em remédios, insumos e próteses vencidas, cerca de R$ 1 milhão só em remédios fora do período de validade.

Rombo na folha de Guapimirim ainda precisa ser esclarecido

Ex-prefeito deixou o cargo e suposta fraude em pagamento de pessoal ficou esquecida

Considerado o pior gestor da história de Guapimirim, Marcos Aurélio Dias deixou o cargo de prefeito no dia 31 de dezembro sem explicar porque o município, em sua administração, pagava até quatro vezes mais caro por servidores terceirizados, a razão de ter deixado alguns secretários mandarem mais do que ele e o fato de nunca ter tentado esclarecer ou tocado num assunto que correu solto nos corredores da Prefeitura nos dois primeiros anos de seu governo: uma suposta diferença de R$ 400 mil na folha. Este caso teria sido abafado e o possível responsável "aconselhado" a se demitir com a promessa de que receberia uma “indenização” de R$ 150 mil, que teria sido paga em seis parcelas de R$ 25 mil por um amigo do governo. Se o tempo de Marcos Aurélio no poder já passou, as tempestades não. A julgar pelo volume de documentos armazenados por pessoas descontentes, o futuro do ex-prefeito está sujeito a raios, relâmpagos e trovoadas.