Ex-prefeito preso por fraude em licitação promete “honra e lealdade” agora como membro da Assembleia Legislativa do Rio

Preso em novembro de 2018 sob a acusação de comandar um suposto esquema de corrupção, com fraude em processos licitatórios no município de Silva Jardim, o qual governou entre janeiro de 2013 a março do ano passado, o ex-prefeito Wanderson Gimenes Alexandre, o Anderson Alexandre (foto), só poderá voltar a ser preso agora no âmbito dos processos aos quais responde a de eventuais novas ações judiciais, se a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro autorizar. Ele está investido do mandato de deputado desde ontem (6), quando foi empossado. O político foi beneficiado por uma decisão do Tribunal de Justiça, e não há, legalmente falando, nada que pudesse impedir sua posse.

Anderson deixou a prisão no início de abril, mas uma decisão de primeira instância – a segunda – o impedia de assumir a cadeira. Ele já havia conseguido reverter uma decisão contrária no mês em que ganhou a liberdade, mas o Ministério Público conseguiu uma nova proibição, essa derrubada na quarta-feira (6) pelos desembargadores Celso Pereira Filho, Kátia Maria Amaral Jangutta, Katya Maria de Paula Menezes Monnerat e Luiz Zveiter.

Tribunal de Justiça manda afastar vereador de Pádua acusado de ficar com parte dos salários de assessores

Por unanimidade, os desembargadores que integram a 1ª Seção Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro determinaram o afastamento do vereador Robson de Oliveira Matos, mais conhecido em Santo Antonio de Pádua como Robinho Águia Negra. Em abril ele teve os bens bloqueados para garantir o ressarcimento dos cofres públicos em caso de condenação, decisão foi tomada pelo juízo da 1ª Vara local. O vereador deverá deixar o mandato assim que a Câmara for comunicada oficialmente da decisão do TJ.

O vereador começou a ser investigado em 2015, a partir de denúncia feita ao Ministério Público por Rosimar Lacôrte Marinho, dando conta de que fora convidada por Ribson para ocupar um cargo, desde que aceitasse ficar apenas com R$ 500 dos R$ 3,6 mil que recebia. Ela revelou esteve vinculada à Câmara de fevereiro a outubro de 2014, e que foi exonerada quando se recuperava de uma cirurgia.

Maioria dos vereadores de Resende acoberta possíveis irregularidades envolvendo reforma da Santa Casa e instalação de lâmpadas de Led

O vereador de Resende Caio Sampaio, ao que tudo indica, sentiu um forte cheiro de enxofre vindo dos subterrâneos do governo do prefeito Diogo Balieiro Diniz. O parlamentar quis saber detalhes dos contratos que envolvem a reforma da Santa Casa e a substituição das lâmpadas do sistema de iluminação pública do município por lâmpadas de led, que já estariam queimando. Os questionamentos se transformaram em um requerimento de informações apresentado no plenário da Casa Legislativa na noite desta segunda-feira (3).

Sampaio, no entanto, teve seu requerimento de informação reprovado já que o prefeito tem maioria na Câmara e contou com os votos dos vereadores Tiago Vieira (Tisga), Sandro Ritton, Renan Marassi, Romério, Jorginho, Pedro Paulo Florenzano, Roque Cerqueira, Silvio da Fonseca (Tivo), Soraia Balieiro, Hick Sene e Reginaldo da Silva (Reginaldo de Engenheiro Passos) para manter na escuridão as informações solicitadas no documento – foram votos vencidos os vereadores Caio Sampaio, Tiago Forastieri, Stênio, De Araújo e Edson Peroba. 

Vício da ‘velha política’ assombra deputado do PSL, que teve cargos na Câmara do Rio, em duas prefeituras da Baixada e na de Teresópolis

Crítico em público do que os bolsonaristas chamam de "velha política", o deputado estadual Rodrigo Amorim (foto), pode ser flexível se o "velho" lhe favorecer. É o que sugere o fato de ele estar na mira de uma sindicância na Prefeitura de Mesquita, na Baixada Fluminense, por suspeita de ter sido funcionário fantasma entre 2015 e 2016, na gestão do enrolado prefeito Gelsinho Guerreiro, denunciado à Justiça em várias situações, inclusive por organização criminosa. Amorim foi nomeado para o cargo de subsecretário de Governo e Planejamento, função pela qual recebeu salário no mesmo período em atuou na Câmara do Rio, lotado no gabinete do então vereador Jimmy Pereira. Entre 2011 e 2012 Amorim ele esteve nomeado nas prefeituras de Nova Iguaçu e Teresópolis.

O deputado, que na campanha eleitoral do ano passado ajudou a quebrar uma placa com o nome da vereadora assassinada Marielle Franco, e posou com para foto com um pedaço na mão, poderá ser processado por improbidade administrativa, e, se condenado, terá de devolver aos cofres públicos de Mesquita o que recebeu como salário.