Legado de Marielle: assessoras são eleitas para Assembleia do Rio

Renata Souza, Dani Monteiro e Mônica Francisco assumirão em 2019

Há quase sete meses, "Marielle vive" se tornou palavra de ordem pelas ruas do Rio de Janeiro. Agora, a palavra também ganha o Parlamento estadual. Vindas de comunidades da periferia da zona norte da capital fluminense, três assessoras diretas da vereadora, assassinada em março, assumirão em 2019 mandatos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Eleitas no último domingo (7), Renata Souza, Dani Monteiro e Mônica Francisco (foto) farão parte da bancada do PSOL e prometem dar prosseguimento ao trabalho de defesa dos direitos humanos. Se Marielle não tivesse sido executada, talvez nenhuma das três teria se candidatado. Elas contam que já tinham pensado em se candidatar no futuro, mas o projeto foi antecipado com a morte de Marielle Franco. "Era uma coisa pensada talvez para o horizonte de 2020, com uma construção gradual, como tem que ser. A execução da Marielle precipita esse processo", conta Mônica.

Justiça cassa prefeita de Silva Jardim e três vereadores, mas eles ainda podem recorrer, no cargo, à instâncias superiores

A prefeita de Silva Jardim, Maria Dalva Silva do Nascimento, teve o diploma de vice-prefeita cassado pela Justiça, o que a tira do mandato se a sentença for confirmada em instâncias superiores. A decisão foi tomada pela juíza da 63ª Zona Eleitoral, Daniella Correia da Silva, no Processo nº 1-60.2017.6.19.0063, uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral proposta pelo Ministério Público. A medida afeta ainda os vereadores Adão Firmino de Souza, Roni Luiz Pereira da Silva e Jazimiel Batista Pimentel, o Miel da Biovert. Também são réus no processo o ex-prefeito Wanderson Gimenes Alexandre, o Anderson Alexandre, recém-eleito deputado estadual e o ex-vereador Flávio Brito, sentenciados a oito anos de inelegibilidade, prazo que começa a contar das eleições de 2016. Em relação a prefeita e aos dois vereadores foi aplicada ainda a pena de inelegibilidade.

Vice na chapa do prefeito reeleito Wanderson Gimenes Alexandre, Maria Dalva assumiu a Prefeitura em abril deste ano, com a renúncia de Anderson, que deixou o cargo para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Sucessão na mesa diretora da Câmara de Nova Iguaçu movimenta os bastidores: atual presidente pode fazer o sucessor

Eleito deputado federal no último domingo, o atual presidente da Câmara Municipal de Nova Iguaçu, Rogério Teixeira Júnior, o Juninho do Pneu (DEM), só deixa o cargo no dia 31 de dezembro e tem ainda todo o mês de janeiro de 2019 como vereador, pois a posse em Brasília acontecerá fevereiro. Embora ainda faltem mais de dois meses para a saída dele do comando da Casa, sua sucessão já começa a esquentar o clima nos bastidores. O que se comenta é que o novato Felipe Rangel Garcia, o Filipinho Ravis (PSC), estaria bem na fita para suceder o recém-eleito deputado, mas teria pela frente dois adversários mais experientes, os veteranos Maurício Moraes (MDB) e Carlos Alberto Chambarelli, o Carlão (PTB). O que dizem nos corredores do poder é que Ravis teria a benção de Juninho que, entretanto, ainda não deu uma palavra sequer sobre o assunto.