Derrotado em primeira e segunda instâncias, Flávio Gomes de Souza se antecipou ao TSE e renunciou. Passou a cadeira para Flávio Berriel Diniz, duas vezes cassado em processos eleitorais, dando causa a eleição suplementar Fora do poder desde o dia 29 de junho, o ex-prefeito Flávio Diniz Berriel, o Dezoito, entrou para a história da pequenina cidade de Aperibé, no Noroeste do estado do Rio de Janeiro, como o político que foi cassado duas vezes em dois meses. Ele foi tirado do cargo no processo em que fora acusado de contratar pessoal em período vedado pela legislação e, na semana passada, tomou outra "cipoada" da Justiça, ao ter confirmada – por seis votos a zero – a condenação por distribuição de material de construção durante a campanha de 2016. Agora, quando os partidos estão definindo os nomes que vão concorrer na eleição suplementar marcada para o dia 28 de outubro, o assunto "uso indevido da máquina administrativa" volta a preocupar nos meios políticos, pois o antecessor de Berriel, Flávio Gomes de Souza, também perdeu a cadeira por causa disso.
O prazo estabelecido pelo Tribunal Regional Eleitoral para a realização das convenções termina nessa segunda-feira (13), mas a cidade respira ares de disputa eleitoral desde que as denúncias que derrubaram o prefeito eleito em 2016 foram feitas por um jovem destemido chamado Inácio Zanata. Entre os pré-candidatos está o prefeito interino Virley Figueira (PP), tendo como companheiro de chapa o vereador Alexandre Sardinha e próprio Zanata (PSC), que foi vice de Vandelar Dias em 2016, chapa que perdeu a eleição por apenas 194 votos. Inácio pretende disputar a Prefeitura em aliança com o DEM, que indica Magno Castro, enquanto Vandelar deverá ter como vice o vereador Rodolfo Fonseca Salvador.