Expectativa do mercado para inflação de 2026 cai para 5,02%

Estimativa para o IPCA recua pela sexta semana consecutiva, diz BC

Foto: Marcello Casal/Agência Brasil Pela sexta semana consecutiva, o mercado financeiro revê para baixo as expectativas que tem para a inflação em 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central (BC), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, a inflação oficial do país, deve fechar o ano em 5,02% no ano. A projeção está abaixo dos 5,16% projetados há quatro semanas e dos 5,03% projetados pelo boletim na semana passada.

Coisas da política em Nova Iguaçu: Deputado ainda estaria sonhando com o controle da Companhia de Desenvolvimento do Município

● Elizeu Pires

Desde maio, quando membros do Progressistas começaram a cair nas graças de Eduardo Paes que os mais próximos do deputado federal Juninho do Pneu (PSDB) – que deixou o União Brasil e filiou-se ao PSDB por aceno de Paes –, começaram a sonhar com a volta ao controle da Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu (Codeni), uma empresa pública que, aos olhos de observadores mais atentos, serviria mais como cabide de emprego que para outra coisa.

Em nova redução, Copom baixa taxa Selic para 14% ao ano

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu nesta quarta-feira (5) em 0,25 ponto percentual a Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, que passará de 14,25% para 14% ao ano. Esta é a quarta vez consecutiva que o comitê reduz os juros. A decisão foi tomada em reunião na sede do BC, em Brasília.

O BC utiliza a Selic, os juros básicos da economia, como um instrumento para reduzir o ritmo da atividade econômica e, com isso, tentar controlar a inflação. Quando o juro sobe ou fica alto por muito tempo, o crédito encarece, ficando mais caro para quem compra no cartão, nas parcelas de produtos e no financiamento de imóveis, levando a uma perda de força no consumo.

Novo Caged: Brasil registra saldo de 145,1 mil empregos formais em junho

Levantamento mensal apresenta informações sobre o mercado de trabalho no país

O Ministério do Trabalho e Emprego apresentou nesta quarta-feira (29/7) os dados do Novo Caged relativos a junho de 2026. De acordo com o levantamento, o mercado formal de trabalho registrou, no mês passado, saldo de 145.161 postos de trabalho, resultado de 2,22 milhões de admissões e 2,07 milhões de desligamentos. No acumulado do ano, de janeiro a junho de 2026, o saldo registrado é de 921.645 vagas formais. Nos últimos 12 meses, entre julho de 2025 e junho de 2026, o saldo foi de 963.921 empregos com carteira assinada. Grupos econômicos – Os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas tiveram saldos positivos em junho. O setor de Serviços registrou 74.514 novos postos de trabalho. O resultado decorreu, principalmente, das atividades Administrativas e Serviços Complementares (26.634); Saúde Humana e Serviços Sociais (20.436); e Transporte, Armazenagem e Correio (16.217). Em seguida aparecem os setores de Agropecuária (22.898), Comércio (19.177), Indústria (14.438) e Construção (12.136). Unidades da Federação – Em junho deste ano, 25 das 27 unidades da Federação registraram saldo positivo. Os maiores foram em São Paulo, com 34.981 novos empregos formais, Minas Gerais (20.805) e Rio de Janeiro (16.856). Em termos relativos, a maior variação percentual ocorreu no Amapá (1,04%), seguido pelo Acre, com alta de 0,88%, e Mato Grosso, com 0,85%. Grupos populacionais – No recorte populacional, as mulheres foram responsáveis por um saldo de 72.592 vagas e os homens por 72.569 postos. A população de até 24 anos teve o maior saldo positivo, com 125.430 postos. No recorte por escolaridade, pessoas com ensino médio completo tiveram saldo de 109.255, seguidos pelo nível médio incompleto, com 15.185. Na análise por raça, o saldo foi de 106.176 para pardos; 28.636 para brancos; 20.199 para pretos; e 776 para indígenas. O saldo foi negativo para amarelos (-66) e para vínculos sem informação de etnia e raça (-10.563). Salários – O salário médio real de admissão em junho foi de R$ 2.404,34. Para os trabalhadores considerados típicos, o salário real de admissão foi de R$ 2.446,27, enquanto para os trabalhadores não típicos foi de R$ 2.101,51. Emprego no ano — De janeiro a junho de 2026, o saldo foi positivo em quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas. O destaque foi o setor de Serviços, que gerou 571.926 postos formais no semestre (+2,5%), especialmente nas atividades de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais, responsáveis por 208.737 empregos no primeiro semestre do ano. A Construção gerou 168.962 postos de trabalho, crescimento de 5,73%, com maior expansão nas atividades de Obras de Infraestrutura (+64.793) e Construção de Edifícios (+60.552). A Indústria apresentou saldo de 143.442 postos (+1,6%) e a Agropecuária registrou saldo positivo de 40.853 novas vagas. O Comércio foi o único setor com saldo negativo, registrando redução de 3.514 postos de trabalho no acumulado do ano. Nas Unidades da Federação, os maiores saldos no acumulado de 2026 foram registrados em São Paulo (252.558), Minas Gerais (108.977) e Paraná (69.638). Em termos relativos, as maiores variações positivas ocorreram no Amapá (+4,25%), Acre (+3,38%) e Mato Grosso (+3,36%).

Operação resgata 29 trabalhadores em condições análogas à escravidão

Ação conjunta na BA e em PE também flagrou exploração mineral ilegal

Os trabalhadores não tinham nem acesso adequado à água potável – Foto: Wellyngton Souza/Sesp Uma operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 29 trabalhadores em situação análoga à escravidão na Bahia e em Pernambuco. A ação de fiscalização foi feita em três pedreiras nas regiões dos municípios de Sento Sé (BA) e Casa Nova (BA), nas proximidades de Juazeiro, e Santa Cruz (PE). A função dos trabalhadores era extrair pedras usadas em obras de pavimentação, inclusive em serviços ligados a prefeituras da região.

Brasil acumula abertura de 767 mil novos postos de trabalho em 2026

Dados do Caged medem crescimento em 5 setores econômicos

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informa que, entre janeiro e maio deste ano, 767.326 novos postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no Brasil. Em todas as unidades da Federação, o saldo de geração de emprego é positivo no período. O salário médio real das pessoas admitidas em maio de 2026 foi R$ 2.384,10. Valor R$ 17,97 (0,75%) menor do que abril anterior, mas R$ 35,98 (+1,5%) acima do que o verificado no mesmo mês em 2025.

Japeri: Programa Acredita no Primeiro Passo chega ao município

Parceria com o governo federal promete transformar vidas com qualificação, renda e empreendedorismo

A prefeita Fernanda Ontiveros e o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Social. Osmar Ribeiro Júnior assonaram o convênio – Foto: Divulgação Em cerimonia realizada na última quinta-feira (25), foi lançado no município de Japeri, na Baixada Fluminense, o Programa Acredita no Primeiro Passo, resultado de uma parceria entre os governos municipal e federal, envolvendo ainda a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e a Caixa Econômica Federal.

Acredita no Primeiro Passo movimenta R$ 16,4 bilhões em crédito

Programa reúne ações de acesso a crédito e qualificação profissional com o objetivo de fortalecer a autonomia econômica das famílias inscritas no Cadastro Único

A confeiteira Lauriceia Teixeira, de João Pessoa (PB), investiu em equipamentos que ampliaram a produção e agora sustenta a família – Foto: Yako Guerra/MDS Acesso facilitado ao crédito, incentivo ao empreendedorismo, qualificação profissional e ampliação das oportunidades de trabalho. Com essa combinação de ações, o Programa Acredita no Primeiro Passo tem fortalecido a inclusão socioeconômica de famílias de baixa renda em todo o país.

Brasil contesta EUA sobre supostas práticas de trabalho forçado

Decisão impõe tarifas de até 12,5% a mais de 60 países

Arte/Agência Brasil O Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou nota em que contesta a decisão do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) de estabelecer tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre as importações de 59 países e a União Europeia, incluindo o Brasil.

Transformação social: Cerca de 400 mil famílias superaram a pobreza e deixaram o Bolsa Família no RJ 

Em todo o país, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 após ampliarem a renda familiar - Foto: Divulgação/MDS Com aumento da renda, no Rio de Janeiro, mais de 393 mil famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023, quando o programa foi retomado pelo governo federal. São famílias que saíram da pobreza por terem conseguido um emprego de carteira assinada ou por empreenderem. Esses lares tiveram a renda acima do limite da Regra de Proteção ou já cumpriram o prazo previsto para permanência nessa modalidade.

 Somente em maio de 2026, mais de 15,7 mil famílias fluminenses deixaram o programa social. Rio de Janeiro foi o município com maior número de desligamentos no período, com 4,3 mil famílias, seguido por Nova Iguaçu (1,1 mil), Belford Roxo (1 mil), Duque de Caxias (860) e São Gonçalo (716).