Benedita e Pedro Paulo abrem ato de Lula no Rio defendendo aliança pelo Brasil e pelo Rio

Foto: Renan Nascimento

Vestidos de branco e de mãos dadas todo o tempo, os candidatos ao Senado Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD) abriram, neste sábado (22), o primeiro grande ato da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva no Rio de Janeiro, logo depois do de um breve discurso do prefeito da capital, Eduardo Cavalieri. Diante de uma multidão no estádio Moça Bonita, em Bangu, os dois candidatos ao Senado fizeram discursos marcados pela defesa da união do campo democrático e pela necessidade de garantir governabilidade ao presidente Lula e ao candidato a governador Eduardo Paes, no Rio. 

“A união faz a força. Eu e Pedro Paulo somos de partidos diferentes, às vezes pensamos até diferente. Mas o que está em jogo neste momento são as nossas vidas”, afirmou Benedita.

A candidata pediu que os eleitores compreendam a importância de eleger os dois nomes da aliança. Segundo ela, escolher apenas um dos candidatos ou votar em outro nome pode contribuir para a eleição de representantes da extrema direita.

“Vocês querem que voltem a representar o Rio de Janeiro aquelas coisas ruins@ Eu não quero”, resumiu.  “O Lula e o Eduardo já fizeram muito coisas juntos e vão fazer muito mais”, disse. “E o presidente Lula assina embaixo dessa união. Nós vamos fazer o Brasil ficar ainda mais gigante e vamos fazer o Rio de Janeiro livre”, disse, numa referência também ao desafio da segurança pública no estado.

Para Benedita, não basta eleger Lula para a Presidência. É necessário construir, no Congresso Nacional, uma maioria que compartilhe das propostas do governo. “Precisamos ter senadores que comunguem das mesmas propostas que o Lula, para que, quando ele mandar uma proposta para o Senado, saiba que tem parceiros que vão votar a favor”, afirmou.

Pedro Paulo reforçou a mesma linha de argumentação e destacou sua atuação como vice-líder do governo Lula na Câmara dos Deputados. O candidato lembrou que ele e Benedita atuaram juntos em pautas consideradas prioritárias pelo campo progressista, como o fim da escala 6 por 1, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até cinco salários mínimos e a PEC da Segurança Pública.

Pedro Paulo também chamou atenção para a tramitação da proposta de segurança, que, aprovada pela Câmara, ainda aguarda votação no Senado.

O ato no Moça Bonita marcou a primeira grande mobilização da campanha de Lula no estado do Rio de Janeiro. Depois de Cavaliere, Pedro Paulo e Benedita, discursaram a primeira-dama Janja, Eduardo Paes e, por último, o presidente Lula.