● Elizeu Pires

A Baixada Fluminense tem várias entidades que congregam pequenos produtores agrícolas que dependem e muito do apoio do poder público, mas a Secretaria de Educação optou por comprar em outras regiões a maior parte dos gêneros alimentícios da agricultura familiar destinados à alimentação escolar, inclusive em outros estados.
Pelo menos é o que mostram os 21 contratos firmados em julho deste ano pela Prefeitura com associações e cooperativas. O mais alto deles, por exemplo, tem o valor global de R$ 13.054.146,56, e foi firmado com a CAFC, do Espírito Santo, estado onde estão sediadas outras duas entidades contratadas pela SEMED, a CAF SERRANA e a COOPRAM, estas pelos valores de R$ 3.158.936,75 e R$ 320.671,00, respectivamente.

Dos 21 contratos – que somam R$ 62,6 milhões – apenas dois foram assinados com associações da Baixada Fluminense: a Coopaterra, de Xerém, Duque de Caxias, ganhou um contrato de R$ 1.864.071,68, e a do Mutirão Campo Alegre, Nova Iguaçu, foi contratada pelo total de R$ 4.686.900,00, ou seja, pouco mais de 10% da soma de todos os contratos.
A aquisição de produtos da agricultura familiar é feita com recursos enviados às prefeituras pelo governo federal por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), braço do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Preferência pelos de fora ? – Além das três entidades capixabas, foi contratada ainda a Cooperativa Agrícola Alfredo Chavense (por R$ 1.178.296,50), localizada em São Pelegrino, Veranópolis, no Rio Grande do Sul.
Entre as associações de fora da Baixada Fluminense contratadas pela Secretaria de Educação estão a Agro Verde (R$ 3.759.801,70) e a Plantar (R$ 2.797.690,00), localizadas Zona Oeste do Rio; a Acipta (R$ 1.498.780,00), de Tanguá; a Coopario (R$ 5.639.994,18), a Select Rural (R$ 1.034.051,64) e Cooprapa (R$ 1.599.712,00), sediadas em Paty do Alferes.

Também foram contratadas a Pacová (R$ 679.997,70), de Parati; a Coopass (R$ 1.968.809,62) e a Centro Litorânea (R$ 1.519.902,15), Cachoeiras de Macacu; a cooperativa Mulheres Rurais (R$ 1.861.880,00), Nova Friburgo; a Coopafer (R$ 1.978.070,00), de São Gonçalo; a Coopafo (R$ 2.406.485,60), de Araruama; a Cooplagos (R$ 3.056.250,00), que tem sede em Cabo Frio; a Apfam (R$ 6.468.363,46), de Barra Mansa, e a Apaf Sana (R$ 2.100.600,00), localizada em Macaé.
*O espaço está aberto para os citados na matéria