E a PM continua seguindo sua cartilha: Atire a vontade; pergunte depois…
● Elizeu Pires

Uma das propostas do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) é tirar a marcação das munições usadas pelas forças de segurança, o que impossibilitará saber, durante uma investigação, de qual arma o tiro foi disparado.
A Polícia Militar do Rio de Janeiro deve estar ansiosa por isso, pois é daquelas que atiram primeiro e depois alegam ter disparado contra um alvo em fuga, um bandido em potencial.
No final da noite desta segunda-feira (19), mais um inocente foi fuzilado por agentes da “gloriosa” PMERJ.
O secretário de Desenvolvimento Econômico de Queimados Jefferson Dias da Silva, conhecido como Jefferson da Linave, foi morto a tiros por policiais do 22º BPM (Maré), na Avenida Brasil, entre os bairros Penha e Bonsucesso.
A alegação inicial é de que ele teria tentado escapar de uma abordagem dos policiais. A corporação, por sua vez, vem com aquela já manjada conversa de “rigorosa apuração”.
A Polícia Militar, disse, em nota, que “as circunstâncias do fato serão esclarecidas através das investigações que estão em andamento”.
Espera-se que sim.