Política

02/11/2026 - 11:50

CEO da AtlasIntel diz que perseguição do TSE levou grandes institutos a superestimarem Flávio Bolsonaro

Os institutos de pesquisa Quaest e Datafolha teriam ignorado o crescimento do presidente Lula (que bateu o adversário com uma diferença de mais de quatro milhões de votos) no segundo turno por medo de represálias do Poder Judiciário e de uma promessa de CPI. Ao menos é o que sugerem as postagens feitas por Andrei Roman, CEO da AtlasIntel, em sua rede social.

“No fim das contas, o medo de subestimar Flávio Bolsonaro – diante da perseguição judicial constante do TSE e da promessa de CPI das pesquisas – fez todos os grandes institutos superestimarem seu desempenho na margem”, diz o CEO em uma de suas postagens.

Romam não poupou nem a própria empresa. “AtlasIntel também pecou. Não na metodologia, mas ao optar por um período de coleta de 5 dias na pesquisa de véspera, o que atenuou a tendência de afunilamento da corrida”, disse em outro trecho para, em seguida, parabelizar o instituto Futura, “que teve mais coragem que a AtlasIntel, Quaest e DataFolha juntas”.

Andrei também não aliviou a Justiça. “Que isso fique de lição para todos nós. A Justiça brasileira precisa, além do impeachment de vários ministros, de uma reforma e despolitização profunda”. Disse, afirmando, ainda, que “a paixão política nunca deve se manifestar em pressões indevidas sobre os institutos de pesquisa”.

A manifestação de Ronan em sua conta no X foi abordada nesta segunda-feira (2) pelo portal de notícia Temporeal, da colunista Berenice Seara.