Projeto de cidade inteligente lançado da MRV vira modelo nacional

Para o Rio foi definida uma área total superior a 3,5 milhões de metros quadrados

O Sete Sóis de Campo Grande prevê a construção de cerca de 6 mil unidades – Foto: Divulgação

A MRV, maior construtora da América Latina, deu um passo importante para impulsionar a adoção de práticas de cidades inteligentes no Brasil com o projeto Cidade Sete Sóis, que se consolida como um modelo nacional de desenvolvimento urbano inteligente e habitação acessível. Presente em seis cidades – São Paulo (SP), Campinas (SP), Salvador (BA), São José dos Campos (SP), Betim (MG) e Rio de Janeiro (RJ) –, a iniciativa responde de forma estruturada a dois dos principais desafios urbanos brasileiros: o déficit habitacional e a expansão desordenada das cidades.

 Indicadores nacionais de sustentabilidade urbana mostram que a maior parte dos municípios ainda não alcança níveis elevados de desempenho em áreas críticas para cidades inteligentes, como infraestrutura, serviços e sustentabilidade. De acordo com o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR), cerca de 70% dos 5.570 municípios brasileiros estão classificados com nível de desenvolvimento sustentável “baixo” ou “muito baixo”, segundo o último levantamento que avaliou mais de 100 indicadores relacionados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Nenhuma cidade atingiu o nível “muito alto” e apenas uma pequena parte das cidades apresentou desempenho considerado alto, o que evidencia as lacunas estruturais em infraestrutura, saneamento, mobilidade e integração de serviços urbanos no país.

 Especialistas em planejamento urbano e desenvolvimento sustentável apontam que a adoção de projetos estruturados de cidades inteligentes é um dos caminhos para ajudar a reverter esse cenário no Brasil, ao promover maior integração entre moradia, serviços, mobilidade e práticas ambientalmente responsáveis. Foi nesse contexto que a MRV, construtora presente há 46 anos no mercado, desenvolveu o projeto Cidade Sete Sóis, um modelo de urbanismo planejado baseado no conceito de smart cities e replicável em larga escala, combinando habitação acessível, infraestrutura urbana e planejamento de longo prazo.

O projeto contará com área de lazer completa, praças e soluções de mobilidade – Foto: Divulgação

“O Cidade Sete Sóis é uma resposta concreta e escalável aos desafios do crescimento urbano no país. Nosso foco é unir moradia acessível, planejamento urbano e infraestrutura inteligente em um modelo que realmente contribua para reduzir o déficit habitacional e melhorar a qualidade de vida nas cidades”, afirma Alexandre Boffoni, diretor de Desenvolvimento Imobiliário da MRV no Rio de Janeiro.

Planejamento e conceito de cidade inteligente –  Implantado em uma área total superior a 3,5 milhões de metros quadrados, o Cidade Sete Sóis transforma grandes glebas urbanas em bairros planejados, distribuídos entre as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. O modelo prioriza a integração entre habitação, comércio, serviços e espaços públicos, contribuindo para uma ocupação mais eficiente do solo urbano e para a melhoria da qualidade de vida da população.

O projeto também incorpora o conceito de “cidade de 15 minutos”, no qual os moradores têm acesso facilitado a serviços essenciais, comércio, lazer e áreas comuns a poucos minutos de suas residências. Essa lógica contribui para a redução de deslocamentos, menor pressão sobre o sistema viário e estímulo a uma dinâmica urbana mais sustentável e inclusiva.

No Rio de Janeiro, a Cidade Sete Sóis Campo Grande marca a chegada do primeiro projeto baseado no conceito de smart city da MRV ao Estado. Implantado em uma área de aproximadamente 377.953,72 metros quadrados, o empreendimento prevê a construção de cerca de 6 mil unidades ao longo de aproximadamente dez anos, com potencial para atender uma população estimada de cerca de 24 mil moradores.

O projeto contará com obras de infraestrutura urbana, urbanização e contrapartidas ambientais, incluindo melhorias na malha viária, implantação de novas ruas, recuperação de áreas verdes, criação de praças, espaços de lazer e soluções voltadas à mobilidade e acessibilidade. Parte significativa das unidades previstas será enquadrada no programa Minha Casa, Minha Vida.

 Estruturado a partir de sete pilares — Viva Verde, Segurança, Desenvolvimento Urbano, Mobilidade e Acessibilidade, Comodidades, Boa Vizinhança e Tecnologia —, o Sete Sóis Campo Grande foi concebido como um bairro aberto e integrado ao entorno, com foco na convivência comunitária, na sustentabilidade e na ocupação urbana planejada. As obras do primeiro empreendimento, o Residencial Bálsamo, começaram no ano passado, e a maior parte das unidades já foi comercializada. Para este ano, está previsto o lançamento do segundo condomínio, o Ipê Amarelo.