Se prefeito e vice saírem candidatos, primo deputado teria de buscar votos fora do município, avaliam por lá
● Elizeu Pires

Em 2 de outubro de 2022, quando foi eleito deputado estadual com 70.270 votos, Vinicius Cozzolino (União) tornou-se o mais votado em toda história política da família, mas, justiça seja feita, não se pode dizer que essa votação é dele. Não fossem o sobrenome e o apoio geral e irrestrito do primo, o prefeito Renato Cozzolino Harb, e da tia Núbia, ele não teria hoje um mandato para chamar de seu, segundo avalia gente do mesmo grupo.
Vinicius continuou com o título de Cozzolino mais votado até 6 de outubro de 2024 – quando o primo foi reeleito com 88,74 % dos votos nominais (125.902), passando a ser o prefeito mais votado da história de Magé -, mas daqui para frente, como ficarão as coisas?
Incógnita – Renato (que já não aparece mais na Prefeitura com tanta frequência) deixou livre longa e pavimentada estrada para a irmã, a vice-prefeita Jamille Cozzolino percorrer, mas, ao que tudo indica, ela não deverá se sentar na cadeira dele, pois as portas estão escancaradas para o ingresso no parlamento. Se Vinícius tiver sorte a prima deverá optar por um mandato na Câmara dos Deputados. Do contrário a opção poderia ser pela Alerj, e aí as coisas se tornariam difíceis, pois o município de Magé, apesar de contar com mais de 200 mil eleitores, ficaria pequeno.
O fato é que hoje tem muita gente do entorno da família preocupada, pois Renato tem dito que vai deixar a Prefeitura para concorrer a governador. Ninguém na política grande acredita que o Palácio Guanabara esteja mesmo nos planos dele, e é aí que a situação de Vinícius tenderia a se complicar, pois há quem aposte que o prefeito possa sair para disputar um mandato de deputado.
Se for isso mesmo, em qual Casa, estadual ou federal?…
Preocupação – Ainda falando da política grande, muitos a ela integrada entendem que Renato não deveria deixar a Prefeitura antes do fim do mandato, que terminará em 31 de dezembro de 2028, e citam várias razões para isto, entre elas a sucessão, já que se a irmã também for candidata a cadeira de prefeito ficaria com o presidente da Câmara, Valdeck Ferreira, que não contaria com apoio amplo no grupo, inclusive na família.
Sua saída é vista como “um menos inteligente”, pois o município vai passar a receber mais que o dobro da receita gerada atualmente pelas transferências dos royalties do petróleo, e não haveria nada que garantisse que, uma vez investido no cargo de prefeito, o presidente da Câmara daria prosseguimento aos projetos iniciados e implantaria os já desenhados.
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