Tirando Quaquá, nenhuma liderança do PT no Rio acredita na fidelidade de Eduardo Paes que estaria, como diria Brizola “costeando o alambrado”

● Elizeu Pires

O fato é que está sendo de difícil digestão a aliança de Eduardo com Washington Reis – Foto: Reprodução

A aliança de Eduardo Paes com a família Reis não afastou dele apenas prefeitos da Baixada Fluminense. Tirando Washington Quaquá, prefeito de Maricá e vice-presidente nacional da legenda, nenhuma outra liderança do PT no Rio de Janeiro acredita que o presidente Lula venha ter, de verdade, o apoio de Paes, pois além do fato de o MDB – que é comandado por Washington Reis no estado – estar com Flávio Bolsonaro, o PSD, partido de Eduardo, terá candidatura própria à Presidência da República.

Apesar das juras de amor a Lula, o prefeito do Rio vem irritando muita gente e, se estivesse vivo, o líder trabalhista e ex-governador Fluminense, Leonel Brizola, talvez usasse em relação ao comportamento de Paes, aquela expressão gaúcha para fazer referência ao gado que está perto de cruzar a divisa entre uma fazenda e outra. Diria que ele está “costeando o alambrado”.

Para algumas lideranças políticas, quando faz afagos em Lula, Eduardo estaria apenas “cozinhando o galo”, ganhando tempo. “Se Paes estivesse mesmo disposto a dar palanque ao presidente Lula teria puxado como vice alguém do PT. Essa enrolação ficou evidente quando anunciou uma composição com o bolsonarista Wasgington Reis, um nome que não tem o tamanho que acha que imagina e somente soma alguma coisa mesmo em Caxias, onde sua família governa”, diz um interlocutor do Partido dos Trabalhadores.