● Elizeu Pires

A derrota de 5 x 2 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pode não ter sido o fim da linha para o ex-governador do Rio. Condenado a oito anos de inelegibilidade, Claudio Castro (PL), ainda tem direito de apresentar embargos de declaração no próprio TSE, e se esse instrumento for rejeitado cabe recurso no Supremo Tribunal Federal (STF), para Castro tentar suspender os efeitos da condenação.
A aposta no meio jurídico e no próprio PL – partido pelo qual o ex-governador foi anunciado como pré-candidato a senador – é de que ele Castro terá os embargos rejeitados no TSE, mas consegue a suspenção dos efeitos da inelegibilidade no STF, o que lhe permitiria disputar as eleições sub judice.
O problema é que o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, já disse que o partido não vai lançar candidato com pendências judiciais, descartando, por óbvio, o ex-governador. Porém, nem tudo está perdido. O PP está de portas abertas para ele e se o efeito da condenação for suspenso pode lançar Castro a senador, desde que o ex-governador entre para o partido até o dia 4 de abril.
Se assim acontecer, a Federação União Progressista poderá ter dois candidatos ao Senado: Claudio Castro no PP, e Marcio Canella no União Brasil.A condenação do ex-governador Cláudio Castro, inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fez a direção nacional do PL rechaçar a possibilidade de uma candidatura ao Senado com pendências judiciais. Como resposta, o PP o convidou para se filiar ao partido. As duas siglas também são as mais cotadas para a filiação de Felipe Curi, ex-secretário de Polícia Civil, tido como a opção mais forte para substituir Castro na disputa.