● Elizeu Pires

Até então visto como pule de dez para na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o deputado Douglas Ruas (foto), já não seria mais tão favorito assim. É que vem crescendo na Casa uma onda oposicionista desde que a votação realizada em no dia 26 de março na qual ele concorreu sozinho, foi anulada pela Justiça.
Nome dos bolsonaristas para o mandato-tampão que ainda não se sabe se será preenchido via eleição direta ou indireta, Douglas tem agora concorrentes com tempo e apoio suficientes para registrar chapa e enfrentá-lo numa votação que, quando acontecer, não se dará a toque de caixa como ocorreu com a primeira.
Até agora, além de Ruas, aparecem como possíveis candidatos ao comando da Casa os deputados Vitor Junior (PDT), Chico Machado (Solidariedade) e Rosenverg Reis, mas o PSOL também deverá apresentar um nome.
Sem atropelos – Os parlamentares de comportamento mais brando já não temem a chamada “Tropa do Bacellar” e acreditam que a nova eleição se dará de forma menos tensa, com as regras do jogo sendo respeitadas, o que, segundo alguns deputados oposicionistas, não teria ocorrido na votação anterior.
Para garantir a tranquilidade o PDT ingressou no Tribunal de Justiça do Rio com uma representação pedindo que a escolha do novo presidente da Assembleia Legislativa se dê por votação secreta, “para evitar perseguição política”.